quinta-feira, 8 de maio de 2014

Alertas de Mercado: Boi, Café e Trigo


Boi

Depois de cair em março, as exportações brasileiras de carne bovina in natura voltaram a crescer em abril, contribuindo para limitar os recuos nas cotações internas de boi gordo. Segundo pesquisadores do Cepea, as compras para atender à demanda externa geralmente ocorrem a valores mais altos, influenciando as médias nacionais. No acumulado do mês passado, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) registrou baixa de 1,5%, mas a média mensal, de R$ 124,44, ainda superou em expressivos 24,5% a de abril/13. 

Segundo dados da Secex, foram embarcadas 91,5 mil toneladas de carne bovina in natura em abril, 5,7% a mais que no mês anterior, mas ainda 3,9% inferior ao volume exportado em igual período do ano passado. Em receita, as exportações brasileiras de carne bovina in natura geraram US$ 422,7 milhões em abril, 10% a mais que em março (US$ 384,1 milhões), mas 3,2% a menos que a receita de abril/13, de US$ 436,6 milhões.
Café

A variação entre as cotações do café arábica e robusta tem aumentado em 2014, atingindo, em abril, R$ 192,68/saca de 60 kg na comparação entre os tipos 6, o maior patamar mensal desde janeiro/12. Em relação ao robusta tipo 7/8, a diferença foi de R$ 201,65/sc. O afastamento nos preços está atrelado à valorização expressiva do arábica, enquanto o robusta recuou no último mês. Este cenário tende a favorecer a demanda pelo robusta por parte das torrefadoras nacionais. 

Em abril, houve forte valorização do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures) em razão da estiagem que castigou as lavouras das principais regiões produtoras de café no Brasil no início deste ano e reduziu a produção nacional. Já as lavouras de robusta, que se concentram principalmente na região do Espírito Santo, não sofreram tanto com a falta hídrica. As altas externas, por sua vez, elevaram o preço doméstico do arábica. 

Em abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 449,45/saca de 60 kg, avanço de 2,72% em relação a março. Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 256,77/saca de 60 kg em abril, queda de 2,52% em relação ao mês anterior. O tipo 7/8 bica corrida teve média de R$ 247,80/sc de 60 kg, baixa de 2,96% na mesma comparação – ambos a retirar no Espírito Santo.

Trigo

As cotações de trigo em grão no mercado nacional seguem sem grandes alterações, de acordo com informações do Cepea. Com a baixa disponibilidade do produto brasileiro e moinhos abastecidos, a liquidez é baixa. Agentes ainda sinalizam interesse na importação e aguardam a disponibilidade do produto argentino. Já nos Estados Unidos os preços seguem firmes, com a expectativa de produtividade menor neste ano. 

Em relação ao cultivo, segue firme no Paraná, mas no Rio Grande do Sul ainda não começou. No mercado brasileiro, agora parece haver divergência de interesses entre compradores e vendedores. Enquanto compradores esperam a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de trigo nos próximos meses, vendedores e produtores temem a comercialização do cereal no segundo semestre a preços menores que o mínimo. 

A grande produção esperada internamente – no Paraná deve ser o dobro do registrado em 2013 – será o grande motivo de pressão.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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