quarta-feira, 21 de maio de 2014

Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi e Trigo


Algodão

O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma com pagamento em 8 dias registrou queda de 3,94% na parcial deste mês (até dia 20 de maio), fechando a R$ 1,9344/lp nessa terça-feira, 20. De acordo com pesquisadores do Cepea, enquanto compradores continuam postergando as aquisições, vendedores tentam liquidar os lotes remanescentes da safra passada e também de temporadas anteriores. 


Além disso, a qualidade do produto tem resultado em divergência entre a oferta do comprador e o pedido do vendedor. De modo geral, indústrias afirmam que têm estoque suficiente para o curto prazo, adquiridos a preços superiores aos vigentes. 

Do lado vendedor, comerciantes e tradings estão mais ativos. Produtores tentam negociar especialmente contratos antecipados para exportação. Estes agentes também estão com as atenções voltadas ao manejo das lavoras e ao controle de pragas com a proximidade da colheita da safra 2013/14.

Arroz

Os preços do arroz em casca continuam subindo no mercado sul-rio-grandense, de acordo com informações do Cepea. Apesar da maior produção interna, as vendas em baixos volumes têm dado o tom altista aos preços. Enquanto isso, a cada dia aumenta a dificuldade do repasse dos custos ao produto beneficiado, o que também está relacionado à concorrência entre empresas do Rio Grande do Sul. Há empresas dispostas a negociar com margens menores, enquanto outras tentam o repasse total dos custos. 

O Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 8% grãos inteiros) subiu 0,52% entre 13 e 20 de maio, fechando a R$ 36,45/sc de 50 kg na terça-feira, 20. Na parcial deste mês, o Indicador registra alta de 1,48%. Orizicultores se mantêm retraídos, disponibilizando os lotes do casca somente à medida que necessitam “fazer caixa”. Parte dos produtores tem a opção de vender outros produtos, como soja e gado, e/ou tem acesso aos recursos governamentais para custeio da safra, como EGF (Empréstimo do Governo Federal). 

Além disso, orizicultores estão atentos ao final da colheita e ao manejo da armazenagem e secagem do produto. Indústrias se queixam do fraco ritmo de venda de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores. Com isso, beneficiadoras realizam compras de casca apenas para atender a demanda.

Boi

Pressão baixista no mercado do boi gordo.

No entanto, em algumas praças os compradores ainda não conseguiram impor quedas aos preços do animal terminado.

Em São Paulo, a referência para o boi gordo caiu para R$120,50/@, à vista, frente aos R$122,50/@ vigentes na semana anterior.

As indústrias vêm forçando as quedas, testando preços de balcão em até R$118,00/@, à vista.Entretanto, o volume negociado nestas condições é baixo.

Com o tempo seco das últimas semanas, os pecuaristas têm vendido os animais com menor resistência aos preços.No mercado da carne, o cenário é semelhante. Com os abates elevados e a oferta equilibrada, é possível que as vendas dos próximos dias não facilitem o escoamento.

Quedas não estão descartadas nos próximos dias.

Trigo

Os preços do trigo têm recuado no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea. A oferta de lotes restantes da temporada passada e compradores retraídos têm pressionado as cotações. 

O clima está favorecendo o desenvolvimento das lavouras no Brasil e deve permitir o bom avanço do cultivo no Rio Grande do Sul. Pesquisadores do Cepea indicam que, apesar de ainda haver um bom período para a entrada da nova safra no Brasil, o maior interesse de vendedores brasileiros em liquidar estoques remanescentes está atrelado ao fato de os preços serem considerados satisfatórios e, também, às consecutivas quedas nos valores externos. 

No mercado brasileiro de derivados, as cotações das farinhas registram quedas, enquanto as do farelo estão em alta, devido à maior demanda por parte de pecuaristas. 


Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 

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