quinta-feira, 24 de abril de 2014

Alertas de mercado: Boi , Café e Trigo


Boi

Em meio a incertezas quanto às vendas de carne bovina no atacado e aos investimentos no mercado de reposição, a liquidez segue baixa, de acordo com informações do Cepea. Nesta semana, mais especificamente, frigoríficos voltaram do feriado prolongado com escalas encurtadas e, por isso, se dispuseram a pagar valores superiores para compra de novos lotes de animais, ainda que dentro do mesmo intervalo de preços vigentes. 

A diferença entre os valores que compõem a amostra segue alta, refletindo, sobretudo, a especificação dos lotes comercializados. Entre 16 e 23 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) do boi gordo subiu 0,35%, fechando a R$ 124,45 na quarta-feira, 23. No acumulado do mês, porém, a variação ainda é negativa, em 1,14%. No mercado atacadista da carne com osso, a carcaça casada bovina foi negociada a R$ 7,76/kg nessa quarta-feira, ligeira queda de 0,12% em relação à quarta anterior. Para o traseiro, a desvalorização foi de 0,53% em sete dias, cotado a R$ 9,30/kg. O preço do dianteiro se manteve estável no período, em R$ 6,30/kg, assim como o da carcaça casada de vaca, a R$ 7,20/kg na quarta.

Café

Os preços do arábica têm oscilado fortemente em abril, tanto no mercado doméstico quanto no interno. O principal motivo para as variações externas ainda é a incerteza sobre o tamanho da safra brasileira 2014/15, que será determinante para os balanços de oferta nacional e mundial. 

Os valores da variedade no Brasil, por sua vez, vêm acompanhando esse movimento, desaquecendo o ritmo de negócios da variedade - a diferença de preços para a saca de 60 kg do arábica superou os 100 reais em abril. Na parcial de abril/14 (até dia 23), o menor preço diário registrado para o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor foi de R$ 391,08/saca de 60 kg, no dia 2, enquanto o maior valor do período foi de R$ 494,95/saca, no dia 23. Essa diferença, de 103,87 reais, é muito superior à amplitude de preços observada em abril/13, que foi de apenas 18,86 reais. 

Com isso, a liquidez foi baixa no correr do mês, com dias praticamente sem comercialização. Agentes consultados pelo Cepea comentaram que vendedores estão à espera de novas valorizações. De modo geral, a expectativa é de que o volume comercializado aumente efetivamente se os preços domésticos atingirem valores na casa dos R$ 500,00/saca de 60 kg.

Trigo

A retração compradora tem mantido baixa a liquidez do mercado de trigo. Colaboradores do Cepea sinalizam que os moinhos têm estoques para os próximos dias, sem necessidade de compras internas de última hora. Além disso, houve exportação de trigo dos Estados Unidos para o Brasil no início do mês. Produtores, por sua vez, concentram-se nos trabalhos de campo. 

Apesar do fraco movimento, os preços domésticos seguem firmes, já que os estoques de médio prazo são baixos. Esse cenário deve se manter até o final da entressafra. Na próxima temporada, no entanto, pode haver aumento da oferta, com expectativa de crescimento significativo da área que começa a ser cultivada no Brasil e na Argentina. Moinhos devem continuar buscando o produto da América do Norte nos próximos meses, diante da proximidade da colheita de inverno nos EUA.

Apesar de os preços norte-americanos terem tido alta expressiva neste ano, as quedas recentes do dólar favoreceram o interesse por operações com travamento de preços.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 

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