segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

São Paulo: Valor da Produção Agropecuária 2013 por Região


A estimativa do valor da produção agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo em 2013 é de R$ 57,1 bilhões, com base em dados preliminares do ano agrícola 2012/131. Este valor é semelhante ao do ano precedente (aumento de 0,3%), em moeda corrente. Para o cálculo do valor foram considerados 50 produtos, sendo 43 de origem vegetal e sete de origem animal. A composição dos produtos e os procedimentos para o cálculo do valor da produção são apresentadas em trabalho similar, focando o Estado como um todo2.

Os produtos que apresentam os maiores crescimentos de valor, em termos relativos, são: repolho (267,2%), trigo (126,5%), batata (121,4%), beterraba (93,7%), morango (85,4%), alface (66,2%), manga (56,8%) e cenoura (52,4%). Os produtos que apresentam as maiores quedas de valor da produção são: triticale (37,3%), café (32,8%), laranja para indústria (30,0%), algodão (26,0%), mandioca para mesa (20,6%), leite (17,3%), pêssego para mesa (15,7%), abóbora (14,7%), banana (14,4%) e arroz (13,0%). O valor da cana-de-açúcar (R$ 26,0 bilhões), principal produto da agropecuária paulista, corresponde a 45,5% do valor total em 20133.

O objetivo deste trabalho é apresentar o valor da produção agropecuária por região do Estado de São Paulo em 2013. Foi considerada a regionalização da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA/SP), a qual agrupa os 645 municípios paulistas em 40 regiões agrícolas, administradas por Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs). Foram relacionados os quatro produtos de maior valor de cada região, visando analisar o grau de concentração das fontes primárias de renda das atividades produtivas.

Os resultados preliminares dos cálculos dos valores indicam que as quatro regiões maiores produtoras da agropecuária paulista em 2013 são Barretos, São João da Boa Vista, Itapeva e Presidente Prudente, as quais, em conjunto, foram responsáveis por 18,1% do valor total. A região de Itapeva, que ocupou a sétima posição em 2012, supera quatro regiões e passa à terceira posição em 2013. Seguem-se como regiões de maior produção, em ordem decrescente, Orlândia, Jaboticabal, Ribeirão Preto e Assis, cada uma com VPA superior a R$2 bilhões.

Entre as regiões foram encontrados desempenhos muito variados neste ano. As re­giões (EDRs) que mais crescem em 2013 são: Sorocaba (36,5%), Mogi das Cruzes (24,9%), Bragança Paulista (19,7%), Itapeva (19,2%) e Itapetininga (18,4%). Vinte e três das 40 regiões apresentam queda do valor da produção, em relação a 2012. As maiores quedas ocorrem nas regiões de Bauru (19,6%), Franca (12,9%), Registro (11,4%) e Presidente Venceslau (9,4%) (Tabela 1).



A diferenciação entre as regiões quanto à renda da agropecuária pode ser verificada quando se compara o VPA de Barretos, o maior do Estado, que supera a soma dos VPAs dos seis EDRs de menor produção em 2012 (Fernandópolis, Registro, Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e São Paulo). As cinco últimas regiões do ranking do VPA de 2013 estão situadas nas áreas geográficas de piores condições topográficas e de aptidão edafoclimática para as atividades agropecuárias do Estado.

A cana-de-açúcar é o principal produto de 26 das 40 regiões do Estado, ou seja, 65% do território paulista. Na listagem dos quatro principais produtos por região, verificou-se que a cana-de-açúcar somente não constou em oito regiões: Itapeva, Sorocaba, Bragança Paulista, Registro, Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e São Paulo (Tabela 2).

O segundo produto de maior valor no Estado em 2013 é a carne bovina, que lidera o ranking regional em quatro regiões (Presidente Venceslau, Marília, Pindamonhangaba e Guaratinguetá), como ocorrido em 2012, e ocupa a segunda posição em outras 13 regiões.

O terceiro produto no ranking do valor no Estado é a carne de frango, principal produto em três regiões (Itapetininga, Campinas e Bragança Paulista) e o segundo em sete regiões (Ribeirão Preto, Jaú, Araraquara, Piracicaba, Limeira, Botucatu e Mogi-
-Mirim). Outros produtos que lideram o ranking do valor regional são: banana (em Registro e em São Paulo), tomate para mesa (em Itapeva), ovo de galinha (em Tupã), repolho (em Sorocaba) e caqui (em Mogi das Cruzes).

Por um lado, há regiões com elevada concentração do valor em apenas um produto, como em Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto e Catanduva, com a cana (73,7%, 77,7%, 80,9% e 71,4%, respectivamente, do valor da produção regional), e em Registro, com a banana (79,5% do VPA regional).

Por outro, há regiões com agropecuária bastante diversificada, com peso menor do valor do principal produto regional, como em Itapeva, com o tomate para mesa (29,6% do valor regional), em Itapetininga, com a carne de frango (21,9%), em Sorocaba, com o repolho (15,9%), em Mogi das Cruzes, com o caqui (25,5%), em São João da Boa Vista, Avaré e Mogi-Mirim, com a cana-de-açúcar (22,9%, 21,5% e 26,2%, respectivamente). Considerando-se o VPA dos quatro principais produtos, as regiões de menor concentração são: Sorocaba (com 45,1% do total regional), Avaré (55,3%), Itapetininga (57,7%) e São João da Boa Vista (60,2%).



É importante lembrar que essa classificação de produtos e regiões é preliminar para 2013 e poderá ser alterada no próximo cálculo do valor da produção agropecuária do Estado, com os dados finais de preços dos produtos e da produção de vários itens que terão suas estimativas finais nos levantamentos sistemáticos de previsão de safras agrícolas, em setembro e em novembro de 2013.




Autor(es): Alfredo Tsunechiro (alftsu@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Paulo José Coelho (coelho@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Denise Viani Caser (caser@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Carlos Roberto Ferreira Bueno (crfbueno@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Eduardo Pires Castanho Filho (castanho@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor

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