segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Alertas de Mercado: Etanol, Leite e Soja


Etanol

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou novembro com variação de 0,68% ante 0,67%, na terceira prévia do mês. No acumulado desde janeiro, o índice teve alta de 4,91% e, nos últimos 12 meses, 5,59%.

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram avanços com destaque para transportes (de 0,05% para 0,11%), puxado pelo aumento de preços do etanol (de 0,39% para 0,93%)

Os demais grupos que registraram acréscimos foram: educação, leitura e recreação (de 0,38% para 0,55%); vestuário (de 0,76% para 0,87%) e despesas diversas (de 0,98% para 1,22%). Em trajetória oposta, o ritmo de correções de preços teve redução em habitação (de 0,85% para 0,82%); alimentação (de 0,95% para 0,92%); comunicação (de 0,99% para 0,91%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,50% para 0,46%).

Entre os itens que mais influenciaram o aumento do IPC-S estão a tarifa de energia elétrica residencial (de 2,61% para 2,8%); refeições em bares e restaurantes (de 0,44% para 0,63%); aluguel residencial (de 0,89% para 0,95%); passagem aérea (de 11,92% para 18,88%) e cigarros (de 1,65% para 2,34%).

Leite

O aumento da produção do leite na maioria dos estados e o enfraquecimento da demanda interna derrubaram o valor médio do produto pago ao produtor pela primeira vez este ano. Segundo pesquisas do Cepea, dos estados analisados, somente Bahia e Santa Catarina não tiveram queda nos preços.

O preço líquido médio do leite (sem frete e impostos) caiu 1,87%, passando para R$1,01. O aumento da captação na maioria dos estados analisados esteve atrelado à recuperação dos pastos, devido ao retorno das chuvas.

Com exceção do Rio Grande do Sul e do Paraná, todos os demais estados registraram alta na captação de leite em outubro, com destaque para Goiás e Minas Gerais, onde os crescimentos foram de 15,1% e de 6,25%, respectivamente.

Segundo indicações de agentes de laticínios/cooperativas consultadaos pelo Cepea, para o próximo mês, quase 90% dos entrevistados apontam nova queda para o preço do produto.

Soja

As cotações internas e externas de farelo de soja estão em alta, mesmo com a boa oferta do grão nos Estados Unidos e com a perspectiva de safra volumosa na América do Sul. No mercado internacional, a valorização do farelo é resultado da maior procura externa.

No Brasil, o baixo processamento interno e o aumento da demanda seguem elevando os preços do derivado.

Segundo dados da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), de janeiro a setembro, foram processadas apenas 22,3 milhões de toneladas de soja em grão no Brasil, ainda o menor volume desde 2006. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário indica que os preços do grão e do farelo podem seguir firmes no mercado interno até pelo menos a entrada da nova safra.

Em relação aos preços da soja, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) ficou estável entre 22 e 29 de novembro, a R$ 77,25/saca de 60 kg na sexta-feira, 29 – ainda o maior patamar desde 24 de setembro de 2012.

Ao ser convertido para dólar, moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa, o Indicador fechou a US$ 33,07/sc de 60 kg na sexta-feira, recuo de 2,2% se comparado à sexta anterior.

Fonte: CEPEA

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