quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Alertas de Mercado: Algodão, Arroz e Trigo



Algodão


Depois das quedas das últimas semanas, as cotações do algodão em pluma têm registrado pequenas altas no mercado interno. A valorização do dólar frente ao Real elevou as paridades de importação e de exportação, dando maior poder de negociação aos vendedores brasileiros, que, na prática, seguem retraídos. Agentes de indústrias também estão ausentes do mercado, indicando que os preços devem voltar a cair.

Segundo pesquisadores do Cepea, parte da indústria não demonstra interesse em adquirir algodão de baixa qualidade, enquanto outras ofertam preços menores à pluma do tipo 41-4. Entre 5 e 12 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias teve alta de 0,68%, indo para R$ 2,0862/lp

Arroz

Os preços de arroz em casca seguem estáveis no Rio Grande do Sul, com muitos produtores focados no cultivo do cereal, enquanto compradores continuam adquirindo apenas quando há necessidade e sinalizando dificuldade no repasse de preços para atacadistas e varejistas.

Quanto à safra 2013/14, estimativas não indicam grandes mudanças em termos de área. Assim, segundo pesquisadores do Cepea, a produtividade passa a ser o foco nos próximos meses e somente fortes mudanças na importação ou na exportação devem alterar o atual cenário de estabilidade.

O Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) teve ligeira alta de 0,4% entre 5 e 12 de novembro, fechando a R$ 33,74/saca de 50 kg.

Trigo

O avanço da colheita do trigo no Rio Grande do Sul e as quedas dos preços externos têm pressionado as cotações do cereal no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de baixa nos preços internos é observado mesmo considerando-se que deve haver necessidade de importação de trigo nos próximos meses e que a Argentina deve produzir menos.

Pesquisas do Cepea mostram que, no acumulado de novembro, os preços do trigo no mercado de lotes (negociações entre empresas) acumulam recuos de 8,9% no Rio Grande do Sul, de 6% no Paraná e de 0,1% em São Paulo. No mercado de balcão, a queda é de 8,1% no Rio Grande do Sul e de 7,9% no Paraná. Em relação aos derivados, a semana foi de reajustes nas tabelas. Mesmo com os recuos do preço da matéria-prima, esse repasse ainda deve demorar a chegar ao consumidor final.

De acordo com dados do Cepea, de janeiro a outubro, a farinha utilizada na fabricação do pão francês acumulou valorização de 36,3%, em termos nominais. O preço médio de outubro/13 foi 48,5% superior ao de outubro/12, mas ficou praticamente estável na comparação entre setembro e outubro deste ano, com leve alta de 0,8%. 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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