sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Alertas de Mercado: Boi Gordo, Citros, Frango e Suínos


Boi Gordo

A desaceleração do consumo fez os preços da carne bovina caírem, segundo a Scot Consultoria. Os estoques dos frigoríficos, que estavam curtos, apresentaram ligeira melhora e, com isso, os compradores começaram a tentar negócios por valores cada vez menores para a arroba, mas sem sucesso na maior parte do país. A oferta curta não tem permitido tais reajustes.

Em São Paulo, as compras em maior volume acontecem por R$110,00/arroba, à vista. Existem ofertas de até R$106,00/arroba, nas mesmas condições, mas o mercado trava.

As escalas de abate atendem entre três e quatro dias, em média. As indústrias que conseguem trabalhar com boiadas próprias ou contratadas a termo possuem escalas mais longas.

Já no Rio Grande do Sul, os pecuaristas têm retirado os animais das pastagens de inverno para plantar soja. Com isso, a oferta melhorou, mas ainda assim a referência está estável. No mercado atacadista de carne bovina, a demanda começou a recuar com a proximidade da segunda quinzena do mês, e isso começa a refletir nos preços.

Citros

No mercado doméstico de laranja in natura, as vendas da fruta estão firmes, apesar do clima ameno no estado de São Paulo nos últimos dias. As cotações da laranja pera seguem reagindo, visto que a disponibilidade de frutas de qualidade é cada vez menor. Parte da oferta é de laranjas que já superaram o grau de maturação ideal, e há boa procura por frutas mais verdes – inclusive por parte de estados nordestinos. A média parcial da semana (segunda a quinta-feira) foi de R$ 10,92/cx de 40,8 kg, na árvore, aumento de 4,7% em relação à média da semana anterior.

Para a lima ácida tahiti, os preços recuaram no mercado paulista. Segundo colaboradores do Cepea, a oferta tem sido suficiente para atender a demanda, que está estável. Na parcial da semana, a tahiti teve média de R$ 30,95/cx de 27 kg, colhida, queda de 10% em relação à da semana passada.

Frango

Os preços da carne de frango seguem em patamares elevados no atacado. Segundo pesquisadores do Cepea, os aumentos expressivos nos preços nos últimos meses decorreram, principalmente, da restrição da oferta de carne no mercado – dados da Apinco (Associação Brasileira de Produtores de Pinto de Corte) mostram que a produção de carne de frango vem diminuindo desde junho.

Esse quadro, por sua vez, foi consequência de um cenário desfavorável no primeiro semestre, de produção elevada e demanda (especialmente externa) abaixo da esperada. Pesquisadores do Cepea relatam que os valores atuais atingiram um patamar que pode passar a inibir o consumo do produto. Quanto às exportações brasileiras de carne de frango in natura, diminuíram 1,5% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012, passando de 924,8 mil toneladas para 910,6 mil toneladas. Vale lembrar que, no primeiro trimestre, os embarques do produto já haviam sido 7,5% inferiores aos de igual período do ano passado.

Suínos

Com a baixa oferta de animais com peso ideal para abate, os preços do suíno vivo têm apresentado altas expressivas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Para aproveitar os aumentos, produtores seguem ofertando os poucos lotes existentes com suínos com peso abaixo da média ideal para abate. 

Do lado da demanda, frigoríficos acabam pagando mais pelo animal vivo para conseguir atender a procura, que permanece relativamente firme por parte do consumidor final. Dados do IBGE mostram que o peso médio por animal abatido no segundo trimestre de 2013 caiu dois quilos em relação aos mesmos meses de 2012. Acompanhando o vivo, o peso acumulado das carcaças no mesmo período de 2013 diminuiu – 0,4% frente ao 2º trimestre do ano passado, totalizando 869,691 mil toneladas –, mesmo com o aumento no número de abate.

Foram 8,986 milhões de cabeças abatidas no segundo trimestre deste ano, crescimento de 0,7% sobre o trimestre anterior e de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2012

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria

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