quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alertas de Mercado: Boi , Café e Trigo


Boi

O mercado pecuário segue com preços firmes, sustentados principalmente pela oferta restrita. Para o boi gordo, entre 28 de agosto e 4 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) acumulou alta de 2%, fechando a R$ 104,41 nessa quarta-feira, 4. Segundo pesquisadores do Cepea, em praticamente todas as regiões acompanhadas foram observadas variações positivas nos preços da arroba. No mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina se valorizou 4,1% em sete dias, sendo negociada a R$ 6,62/kg na quarta.

Para o traseiro e o dianteiro, os aumentos nos preços foram de 3,15% e 5,6%, nesta ordem, sendo comercializados a R$ 8,18/kg e R$ 5,28/kg na quarta. A ponta de agulha também se destacou no período, com elevação 5,3%, para R$ 4,93/kg. O preço médio da carcaça casada da vaca, por sua vez, reagiu 3%, com o quilo fechando na média de R$ 6,13 na quarta-feira.

Café

O mercado de café arábica tem apresentado baixa liquidez, apesar do avanço da colheita da safra 2013/14, que está na reta final nas principais regiões produtoras. Segundo agentes consultados pelo Cepea, boa parte dos vendedores preferem segurar seus lotes, à espera de uma recuperação nos preços.

Além disso, agentes aguardam novidades com relação ao auxílio do governo. Caso seja vantajoso entregar o café para o governo, os comentários são de que a disponibilidade de grãos de melhor qualidade seja menor para comercialização no físico. Na quarta-feira, 4, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 285,01/saca de 60 kg, ligeira baixa de 0,05% em relação à quarta anterior.

Trigo

As plantações de trigo do Paraná foram fortemente prejudicas pelas geadas ocorridas em julho e agosto. Esse cenário pode reduzir a produção do cereal em pelo menos um milhão de toneladas. Além disso, o frio intenso afetou a qualidade do produto, dificultando, inclusive, negociações antecipadas. No total, cerca de 80% das lavouras do Paraná foram prejudicadas pelo clima nos últimos dois meses. Antes das geadas, a expectativa do Deral/Seab era de que o Paraná colhesse cerca de 2,9 milhões de toneladas de trigo, considerando-se o potencial de produtividade de 3 toneladas por hectares.

Agora, as estimativas sinalizam oferta de 1,96 milhão de toneladas, com queda de 7% sobre a produção do ano anterior. Como o Deral/Seab apontou que a área cultivada teve crescimento de 25%, esta oferta implica em produtividade de pouco mais de 2 toneladas por hectare, próxima à obtida em 2008/09. Enquanto isso, os preços seguem firmes no Brasil e na Argentina e registram quedas na Bolsa de Chicago (CME/CBOT). Moinhos colaboradores do Cepea afirmam que a última geada de agosto também atingiu lavouras do Paraguai, e que a Argentina deverá recompor seus estoques domésticos antes de liberar as vendas externas. Assim, os desafios das indústrias moageiras brasileiras serão a busca pela matéria-prima e de fontes alternativas e o controle da moagem e das vendas de farinhas. 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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