quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Grupo de Trabalho Pecuária Sustentável (GTPS) lança projeto para dar assistência técnica a pecuaristas


O Grupo de Trabalho Pecuária Sustentável (GTPS), criado em 2009 por varejistas, frigoríficos, associações de pecuaristas e entidades ambientalistas - após a uma ação do Ministério Público que corresponsabilizou a cadeia produtiva das carnes pelo desmatamento da Amazônia - lança amanhã um projeto que prevê investir cerca de R$ 12 milhões em assistência técnica e aportes diretos em propriedades rurais de 856 pecuaristas de cinco Estados do país.

Batizado de "Pecuária Sustentável na Prática", o programa receberá um aporte de cerca R$ 3 milhões (? 926 mil) do fundo do governo holandês Farmer Support Programme (FSP, na sigla em inglês). O restante será financiado pelos associados do GTPS, que reúne empresas como JBS, Marfrig, Carrefour e Walmart.

Com o propósito de atingir uma área de 800 mil hectares de pastagens em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rondônia e Pará, o programa pretende atacar quatro deficiências que comprometem a rentabilidade - e, é claro, a sustentabilidade - dos negócios de pecuaristas de médio porte.

"Fizemos um levantamento e verificamos uma situação generalizada de manejo de pastagem ruim, gestão de propriedade inadequada, falta de assistência técnica e acesso restrito a crédito", diz o presidente do GTPS, Eduardo Bastos, executivo ligado à Dow AgroSciences, também associada ao grupo de trabalho.

Nesse contexto, a proposta do "Pecuária Sustentável na Prática" é capacitar associações de produtores e representantes de empresas de insumos e frigoríficos para que possam atuar como "multiplicadores" de assistência técnica voltada a produtores de médio porte. Segundo Bastos, esses pecuaristas não contam nem com apoio de "assistência técnica governamental forte", como no caso dos pequenos produtores, e tampouco têm condições de investir de maneira efetiva em assistência técnica privada, ao contrário dos grandes pecuaristas.

Além da assistência técnica, os recursos do projeto também podem ser investidos na recuperação de pastagens e mesmo na aquisição de gado reprodutor, duas medidas que ajudam a ampliar a rentabilidade do negócio.

Apesar do lançamento, o GTPS ainda não definiu qual o montante que cada uma das regiões envolvidas no projeto receberá. "Temos até novembro para fazer o ajuste fino", afirma o presidente da entidade. É só a partir desse ajuste que os recursos chegarão até os pecuaristas. Neste momento, o que já está definido é que 80% do orçamento de cerca de R$ 12 milhões do "Pecuária Sustentável na Prática" serão investidos diretamente na produção. "Vai direto para o produtor fazer gestão adequada, sanidade e nutrição e recuperar pastagens", afirma.

Fonte: Valor Econômico

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