segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Defensivo eficaz contra a Helicoverpa armigera pertence ao grupo de substâncias da Ivermectina


Proibido no País, o único defensivo que se mostrou eficaz contra a Helicoverpa armigera até hoje no mundo pertence ao mesmo grupo de substâncias da Ivermectina – que é liberada e amplamente utilizada em humanos no Brasil. “As Emamectinas tem o mesmo mecanismo de ação e os mesmos efeitos, tanto os positivos como os colaterais”, afirmou o doutor em Medicina e PhD em toxicologista Flávio Zambrone com exclusividade ao Portal Agrolink.

“A Ivermectina é um anti-helmíntico (vermífugos ou vermicidas) permitido e muito usado no tratamento com seres humanos”, explicou. “Tecnicamente, o risco de utilização do produto é aceitável e não tem diferença dos demais que estão disponíveis no mercado”, afirmou Zambrone, que é especialista em Saúde Pública, toxicologia e farmacologia clínica.

“Todos os agrotóxicos apresentam riscos. Mas o controle e o uso correto os tornam seguros. A utilização do Benzoato de Emamectina vai evitar que os agricultores façam várias aplicações de outros produtos ineficientes, evitando prejuízos para a saúde do trabalhador e para o meio ambiente”, explica o especialista, diretor da Planitox.

Na avaliação dele, os dados existentes são suficientes para a tomada de decisão sobre a liberação do uso da substância de forma adequada e com segurança. Zambrone (foto) apresentou estudo sobre a utilização do produto em dezenas de países, como Estados Unidos, Austrália e Japão, além de ter sido incluído, em 2012, no Anexo I da Comunidade Européia como defensivo que pode ser utilizado em todos os países onde seja necessário.

O levantamento atesta ainda a utilização desse produto em diversas culturas. Algumas, como o tomate, alface e brócolis, podem ser consumidas diretamente pelos seres humanos – sem nenhum registro de intoxicação, informa Zambrone, que é membro da Academia Americana de Toxicologia Clinica e do Board Internacional do ILSI (International Life Science Institute), além de vice presidente da Associação Latino Americana de Toxicologia (ALATOX) e professor de toxicologia da Faculdade de Ciências Medicas da UNICAMP.

Os dados foram expostos em encontro que reuniu médicos e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o presidente da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), o presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), o diretor da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o promotor de justiça regional ambiental de Barreiras, Eduardo Bitencourt e o secretário da Agricultura da Bahia e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles.

Com base nas informações dadas pelo toxicologista, os técnicos do Inema farão uma revisão do parecer dado anteriormente restringindo o uso da substância. “A notícia de que o Ibama já emitiu um documento no qual é favorável ao registro da substância nos deixou mais tranquilos, vamos reunir a equipe de técnicos e aguardar os encaminhamentos seguintes”, informou a diretora de Fiscalização e Monitoramento do Inema, Lúcia de Fátima Gonçalves.

Fonte: Agrolink

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