sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Alertas de Mercado: Café , Frango e Suínos


Café

1º – As geadas – inclusive a geada negra – ocorridas no Paraná na semana passada fragilizaram os pés de café, que podem ter a produtividade reduzida na safra 2014/15. Segundo colaboradores do Cepea, essa redução pode chegar a 20% frente ao potencial produtivo do estado. Os prejuízos causados, no entanto, só poderão ser calculados e avaliados no período de fixação das flores, que deve ocorrer entre setembro e outubro.

Quanto à remuneração, alguns cafeicultores paranaenses comentam sobre a possibilidade de deixarem de produzir o grão nos próximos anos, caso não haja recuperação nos preços. Na parcial de julho/13, a média dos valores do arábica, variedade produzida no estado, foi quase 30% inferior à de julho/12 – tornando a cultura menos atrativa em comparação a outras atividades desenvolvidas na região, como milho e soja. Nessa quarta-feira, 31, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 285,74/saca de 60 kg, alta de 1,35% em relação à quarta anterior.

Frango

As cotações da carne de frango e do animal vivo subiram em julho na maioria das regiões consultadas pelo Cepea. As maiores altas nos preços da carne ocorreram principalmente em São Paulo, onde a produção esteve um pouco menor por conta da redução no alojamento de pintainhos de corte. Para o frango inteiro resfriado, o aumento chegou a 10% em São José do Rio Preto (SP), com a média passando de R$ 2,77/kg em junho para R$ 3,04/kg em julho.

Quanto ao congelado, o aumento mais expressivo foi de 7% em São José do Rio Preto (SP), com o quilo passando de R$ 2,80 em junho para R$ 3,01 no mês passado. Em relação ao frango vivo, no estado de São Paulo, o animal foi comercializado na média de R$ 2,07/kg em julho, valor 14,4% maior que o do mês anterior e 13,7% superior ao de jul/12. No mercado externo, a abertura das vendas de frango brasileiro para o México – anunciada na semana passada – pode ajudar a reduzir a oferta estimada de carne de frango nos próximos meses. Segundo pesquisadores do Cepea, tradicionalmente, no segundo semestre de cada ano, há um aumento no volume produzido, mas as vendas externas também costumam crescer nesse período.

Suínos

Os preços do suíno vivo subiram em julho. No acumulado do mês (entre 28 de junho e 31 de julho), o preço médio pago ao produtor teve alta de 7% em São José do Rio Preto (SP), fechando a R$ 2,96/kg, em média, na quarta-feira, 31. No mesmo período, o aumento foi de 4% em Avaré/Fartura e de 3% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), com médias de R$ 2,80/kg e de R$ 2,87/kg no último dia de julho. Em Arapoti (PR), o quilo do vivo passou para R$ 2,64 e, em Erechim (RS), para R$ 2,57, altas de 7% e 4%, respectivamente, no acumulado de julho.

Segundo colaboradores do Cepea, a valorização do suíno vivo está relacionada à baixa oferta de animais com peso ideal para abate, principalmente, no estado de São Paulo. Tradicionalmente, as cotações do animal sobem em julho, conforme aponta a série histórica do Cepea, iniciada em 2004. Entre os fatores que contribuem para elevar os preços neste período estão o aumento no consumo doméstico, favorecido pelas temperaturas mais baixas, e o fato de muitas empresas já começarem a formar estoques para as vendas de final de ano no mercado nacional.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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