sexta-feira, 5 de julho de 2013

USP/ESALQ: Inseto que combate praga do greening pode ser produzido em larga escala


A citricultura é responsável pela produção de uma das maiorescommodities do Brasil. Este setor ocupa extensa área de cultivo, com cerca de 70% só no estado de São Paulo. Desde 2004 uma nova doença vem tirando a tranquilidade do citricultor.

O Huanglongbing, também conhecido como “HLB” ou greening é a doença mais devastadora para plantas de citros, já registrada. Como não existem, ainda, medidas para combater a doença em si, seu manejo tem sido realizado somente com controle do inseto que a transmite, o psilídeo Diaphorina citri, que é feito majoritariamente com uso de agrotóxicos. Entretanto, tais produtos podem trazer sérios riscos ao meio ambiente e ao agricultor.

Uma forma de ajudar no manejo da doença e minimizar estes riscos é a utilização do controle biológico.

Para tanto, Alexandre José Ferreira Diniz, pós-graduando em Entomologia na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), realizou, sua tese de doutorado, pesquisa que constatou a eficiência do uso do parasitoide Tamarixia radiata, com o propósito de combater D. citri.

Orientado pelo professor João Roberto Postali Parra, do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), o pesquisador observou a ação da praga e da doença em várias propriedades do estado de São Paulo e também em laboratório. Por meio da coleta de ramos de plantas de citros e murta, hospedeiros do psilídeo destes mesmos campos já infectados pela doença, Diniz identificou as possibilidades de utilização deT. radiata para controle da praga, além da melhor condição ambiental para que o parasitoide pudesse agir. “Em países como o México, já existe investimento em parasitoides por grande parte dos agricultores”, comenta.

Diniz aponta como uma pauta prioritária para a comunidade acadêmica voltada para a entomologia, o desenvolvimento da automação da produção do parasitoide. Segundo o pesquisador, os métodos de criação do inimigo natural ainda são trabalhosos e realizados de forma manual, o que acaba onerando o sistema.

“A demanda nacional por este tipo de inseto é cada vez maior, já que a Tamarixia radiata é capaz de reduzir entre 70 e 80% a praga transmissora do greening, quando liberada em campo, na taxa de 400 indivíduos por hectare”, finaliza.


Fonte: Esalq

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