sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uso de embalagens plásticas para acondicionamento de palmito em conserva


A pesquisadora da Estação Experimental da Epagri de Itajaí, Teresinha Catarina Heck participou de encontro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Brasília, no dia 28 de junho, para discutir a permissão do uso de embalagens plásticas para acondicionamento de palmito em conserva. Participaram do encontro representantes do setor produtivo de palmáceas, órgãos de vigilância sanitária estaduais e instituições de pesquisa.

A reunião contou com 34 participantes das regiões Sul (Santa Catarina e Paraná), Sudeste (São Paulo) Nordeste (Bahia) e Norte (Pará e Amazonas), principais polos de produção de palmito. A Epagri foi representada pela pesquisadora Teresinha Heck. Participaram também os produtores Darci Morastoni, de Timbó e Edson Fantini, de Porto Belo, este presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Palmeira-real. (Abrapalmer).

Os regulamentos atuais (RDC n° 17/99 e RDC nº 300/04) preveem a disposição deste alimento apenas em embalagens de vidro ou de metal. Esta demanda surgiu a partir da manifestação de algumas associações de produtores de palmito em conserva, entre elas a Abrapalmer, alegando que a permissão do uso de embalagens plásticas proporciona benefícios ao custo de produção e não oferece riscos adicionais ao produto.

A iniciativa e financiamento de trabalhos de pesquisa no desenvolvimento das embalagens flexíveis para acondicionamento do “picado de palmito” no Estado de Santa Catarina partiu da indústria Palmasul Conservas de Timbó, que estava tendo dificuldade de vender o produto em vidros devido ao elevado custo desse tipo de embalagem. Com o apoio da Abrapalmer, esta demanda foi levada à Anvisa na busca da alteração da regulamentação vigente, visando a inclusão do uso da embalagem plástica.

Após três audiências concedidas para encaminhamento de trabalhos científicos, a Anvisa, numa ação compartilhada, chamou todos os interessados em discutir o assunto para uma reunião de consulta pública, oportunizando ao setor envolvido se manifestar. Até esta reunião, as diferentes associações em nível nacional não haviam conversado, desconhecendo solicitações e trabalhos similares relativos ao mesmo objetivo. Segundo a coordenadora do encontro, Antônia Maria de Aquino, da Gerência de Produtos Especiais da Anvisa, a intenção era ouvir setores da cadeia produtiva para subsidiar uma análise e emissão de parecer sobre a mudança das normas.

Como encaminhamento, ficou estabelecido um prazo de 45 dias para que todos possam fazer uma revisão e encaminhar trabalhos de pesquisa que comprovem ou não, a segurança alimentar no uso da embalagem de plástico. Cabe salientar que já existem pesquisas, do ITAL-SP inclusive, instituição de reconhecida idoneidade, comprovando a eficiência do processo e manutenção da qualidade do produto.

Mais informações: Teresinha Catarina Heck/Epagri/Itajaí, no telefone: (47 3341 5250), e-mail:tcheck@epagri.sc.gov.br

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