quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mato Grosso e a escassez de bezerros


Pecuaristas da área de cria em Mato Grosso enfrentam dificuldades para impulsionar a atividade. Considerada como moeda da pecuária, esse subsetor enfrenta entraves como a escassez de bezerros, devido ao maior abate de fêmeas. Para entender melhor o que está acontecendo na atividade e propor soluções, foi realizada em Cuiabá esta semana o 1º Encontro de Criadores da Scot Consultoria, em parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

No sistema de cria, os pecuaristas realizam a etapa da produção de bovinos, que apresenta o ciclo mais longo e têm limitações biológicas, o que impede que o período seja reduzido, além de ser manejado no pasto e depender das condições climáticas.

Mato Grosso tem o maior rebanho comercial do Brasil e além disso é um Estado onde a cria é valorizada, diferentemente de alguns estados, como São Paulo, que tem grande área recriadora e passar a ser um grande importador. Isso motiva a discussão na região. Presidente da Acrimat, Luciano Vacari comenta que o cenário atual em Mato Grosso é consequência de uma crise de 2010 que resultou no aumento do abate de fêmeas. 


“Para o próximo ano podemos esperar que o bezerro será um produto difícil de ser encontrado no mercado. Enquanto não for solucionada a questão do abate de fêmeas em grande escala teremos este cenário. Continuando dessa, forma o impacto será maior ainda nos próximos anos”.

Zootecnista da Scot, Gustavo Aguiar, afirma que o problema envolvendo o processo de cria não é novo no país e que a relação de troca entre o boi gordo e bezerro é reduzida com o passar dos anos. “Enquanto na década de 1970 foi possível adquirir, em média, 3,6 bezerros desmamados com a venda de um boi gordo, na década vigente, esta relação está, na média de 2,3 bezerros por boi.

Temos um velho problema em um novo cenário”. Aguiar comenta que o crescente abate de fêmeas deve influenciar na diminuição da oferta de bezerros dos próximos anos. “Isso acontece muito em Mato Grosso, já que o rebanho atualmente é o maior do país e tem maior pressão de cria. Mas de modo geral é um problema nacional, já que o pecuarista acaba optando em não manter a vaca no pasto.

Fonte: Gazeta Adaptado pela Rural Pecuária 

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