quarta-feira, 12 de junho de 2013

Forte alta no preço da soja em Chicago estimula alta dos preços no Brasil


Na sessão desta terça-feira (11), a soja fechou o dia com boas altas na Bolsa de Chicago. O julho encerrou o pregão com alta de 28,75 pontos, valendo US$ 15,40 por bsuhel. As demais posições terminaram com ganhos entre 9,5 e 15 pontos. 

O foco dos negócios segue no cenário de fundamentos inalterado e ainda muito positivo. Falta soja nos Estados Unidos, porém, a demanda pelo produto norte-americano, para exportação e abastecimento do mercado interno, segue muito aquecida.

Esse ainda é o principal fator de sustentação para os preços da commodity negociada em Chicago e, para o consultor de mercado Liones Severo, do SIMConsult, a cotação do julho poderia até mesmo chegar aos US$ 16/bushel.

Nos contratos mais distantes, as boas expectativas para a nova safra dos EUA seguem exercendo alguma pressão sobre os preços, ainda mais depois da recente melhora do clima no Cinturão de Produção. De acordo com os últimos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (9),a área plantada de soja passou de 57 para 71% e a de milho de 91 para 95%.

Frente a isso, os preços para a soja no mercado brasileiro continuam valorizados. Além disso, no cenário interno as cotações contam ainda com a alta do dólar, o que contribui para o avanço dos preços. Paralelamente, uma migração necessária da demanda internacional para o Brasil, com a falta de soja cada vez mais intensa nos Estados Unidos, deve completar o quadro positivo para os preços.

No porto de Paranaguá, a saca da soja foi negociada, nesta terça-feira, entre R$ 68 e R$ 68,50 e, no porto de Rio Grande, a saca é negociada entre R$ 70 e R$ 71.

No entanto, como explicou o analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora, os entraves logísticos impedem uma formação ainda melhor dos preços no mercado interno, o que é refletido em prêmios negativos em importantes portos brasileiros. No link abaixo, confira a íntegra de Camilo Motter.

Fonte: Notícias Agricolas

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