sábado, 15 de junho de 2013

Alertas de Mercado: Café, Frango e Suínos



Café

A entrada da nova safra de café robusta desde maio não tem motivado aumento dos negócios nem alteração significativa dos preços no Brasil, segundo pesquisadores do Cepea. Com poucos grãos remanescentes, as negociações têm se limitado aos grãos novos, mas, mesmo para esse produto, a liquidez persiste baixa. O Indicador CEPEA/ESALQ tipo 6 peneira 13 acima fechou a quarta-feira a R$ 245,27/sc de 60 kg, baixa de 1,46% em relação à quarta, 5, à vista e a retirar no Espírito Santo.

Em relação ao arábica, a queda na Bolsa de Nova York ontem influenciou o fraco desempenho do mercado no Brasil. Mesmo com compradores dispostos a negociar, vendedores não cederam, pois os preços oferecidos são considerados pouco remuneradores. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 279,81/sc de 60 kg, queda de 2,86% em relação à quarta-feira anterior, menor valor desde abril de 2010.

Frango

O volume de carne de frango exportada pode aumentar, caso o movimento de alta do dólar continue nos próximos meses. Pelo menos por enquanto, as apostas no mercado futuro (BM&FBovespa) são de continuidade do fortalecimento da moeda norte-americana. Nos primeiros cinco meses de 2013, foram embarcadas 1,4 milhão de toneladas, 5,4% a menos que no mesmo período de 2012, o que possivelmente gerou oferta excedente no País, impedindo a sustentação dos preços neste mercado.

Mesmo exportando menos, a receita obtida avançou significativos 18,1% em moeda nacional. O valor médio do produto in natura embarcado no mês de abril chegou ao recorde de US$ 2,20/kg, o que representou R$ 4,41/kg, também recorde. Em maio, a média foi de R$ 4,37/kg. Mesmo o volume não sendo o esperado, a receita de R$ 4,414 bilhões no mês de abril foi recorde; em maio, o montante de R$ 4,374 bilhões foi o segundo maior.

Suínos

As vendas internas de carne suína, incluindo as variações sazonais típicas, tendem a ser relativamente estáveis ou a evoluir em taxas moderadas, segundo pesquisadores do Cepea. Com isso, quando se trata de demanda, a grande alteração que o setor experimenta vem mesmo das exportações. Por esse motivo, ainda que absorvam pequena parcela da produção nacional – em 2011, representaram 15% –, os embarques acabam tendo influência elevada na formação de preços tanto da carne quanto do suíno vivo. No correr deste semestre, os resultados estão abaixo do esperado, e o principal motivo é o embargo da Ucrânia, imposto no final de março.

De janeiro a maio, foram exportadas 22 mil toneladas da carne suína in natura a menos que no mesmo período de 2012, segundo dados da Secex. Porém, enquanto ucranianos e russos, vez ou outra, impõem barreiras à entrada da carne brasileira em seus países, outros compradores mostram cada vez mais interesse pelo produto nacional. Nesta semana, já foram divulgadas as plantas habilitadas a exportar para o Japão. Paralelamente ao ânimo que a abertura dos japoneses traz ao setor, agentes avaliam a possibilidade de a China também retomar mais intensamente as compras da carne brasileira, caso os grãos voltem a encarecer no mercado internacional. 


Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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