domingo, 19 de maio de 2013

Frigoríficos aderem à tecnologia do lacre eletrônico para exportação de carne bovina


Dez empresas associadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) já estão oficialmente aptas a implementar o lacre eletrônico, tecnologia que possibilita a redução do tempo gasto com trâmites burocráticos na liberação de cargas, em nosso país. Nos próximos 30 dias, uma unidade fabril de cada associada - BRF, Cooperfrigu, Frialto, Frigol, Frisa, JBS, Marfrig, Mataboi, Minerva e Rodopa - estará habilitada a utilizar o lacre eletrônico para o transporte de cargas de carne bovina com destino ao porto de Santos, em São Paulo. 

Batizado de Canal Azul, a iniciativa é resultado de uma parceria entre Abiec, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto de Tecnologia de Software, Ceitec e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

"O mercado brasileiro de exportação de carne tem ganhado espaço internacional ano após ano. Há cerca de 10 anos, a carne brasileira não aparecia na pauta dos assuntos discutidos em fóruns internacionais e, em menos de uma década, o Brasil ampliou em 10 vezes o valor de suas exportações. Para continuarmos crescendo, é imprescindível desenvolvermos formas mais eficientes de exportar e, neste sentido, a criação do Canal Azul é um marco para o país", afirma Antonio Camardelli, presidente da ABIEC.

Anualmente, o Brasil perde aproximadamente R$ 160 bilhões em razão de problemas de logística, sendo que R$ 13 milhões só com a falta de estrutura dos portos, segundo números da Fundação Dom Cabral. Testes realizados mostraram que a iniciativa poderá reduzir em média 57 horas o tempo entre a chegada dos contêineres no porto e a liberação para embarque. Com o Canal Azul, os contêineres não precisarão de liberação ao chegar ao porto, pois a validação será realizada previamente por um fiscal federal agropecuário no fluxo de saída do frigorífico.

"O investimento dos frigoríficos nos lacres eletrônicos é baixo, se comparado à economia que será feita com a redução do tempo das cargas nos portos. Projeções apontam que, apenas com a carne bovina, as indústrias deixem de gastar R$ 15 milhões por ano com a energia elétrica usada na refrigeração de contêineres", explica Camardelli.

O próximo passo do projeto prevê a integração das informações armazenadas no chip com os demais órgãos da cadeia produtiva, como a Receita Federal e Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA).

O Canal Azul na prática



Sobre a Abiec

Criada em 1979, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) reúne 20 empresas do setor no país, responsáveis por 92% da carne negociada para mercados internacionais. Sua criação foi uma resposta à necessidade de uma atuação mais ativa no segmento de exportação de carne bovina no Brasil, por meio da defesa dos interesses do setor, ampliação dos esforços para redução de barreiras comerciais e promoção dos produtos nacionais.

Atualmente, o Brasil produz 9,4 milhões de toneladas de carne bovina, 16,5% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade. Na última década, o país registrou crescimento de 400% no valor de suas exportações, atingindo o recorde histórico de US$5,7 bilhões em faturamento e consolidando a posição de maior exportador mundial de carne bovina.



Fonte: ABIEC

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