domingo, 19 de maio de 2013

Alertas de Mercado: Café, Frango e Suínos


Café

A colheita da safra 2013/14 do café arábica foi iniciada nesta semana em algumas regiões de Minas Gerais. Já houve, inclusive, sacas do café novo sendo comercializadas. Segundo o Cepea, a qualidade destes primeiros grãos é considerada boa, apesar de ter apresentado menor tamanho, em decorrência da estiagem do final do ano passado. Esse cenário não deve impactar consideravelmente na estimativa total de produção da região mineira.


Em relação aos preços, ontem, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 304,46/sc de 60 kg, recuo de 1,33% em relação à terça. Em relação ao robusta, apesar da demanda aquecida, as negociações envolvendo a variedade estão lentas, pois vendedores e compradores não entraram em acordo quanto aos preços. Segundo agentes colaboradores do Cepea, a diferença entre o preço ofertado por compradores e o pedido por vendedores está em R$ 5,00/sc.

Frango

A oferta do frango vivo continua maior que a demanda, pressionado os preços, que vêm caindo desde o início do ano na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em relação ao segmento de carne, houve maior liquidez no início do mês, por ocasião do Dia das Mães e do pagamento do salário, mas, nesta semana, o ritmo de comercialização voltou a diminuir, reduzindo as cotações.

No mercado de insumos, estimativas apontam produção de milho cada vez maior na safra de inverno, o que pode fazer com que as cotações do grão recuem com força no médio prazo. Por enquanto, segundo dados do Cepea, os preços seguem firmes. Em relação ao farelo de soja, a demanda internacional pelo derivado esteve aquecida nos últimos dias.

Suíno

Os preços do suíno vivo voltaram a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Os aumentos mais expressivos têm sido verificados em praças do Sudeste do País.A justificativa apontada por colaboradores do Cepea para o aumento é, principalmente, a diminuição na oferta de animais, já que muitos ainda não estariam no peso ideal para abate.

Por outro lado, representantes de frigoríficos acreditam que produtores estão limitando a oferta estrategicamente para gerar recuperação dos preços. Já no Sul do País, algumas regiões ainda continuam em queda. Além do típico “delay” nos preços sulistas, decorrente da predominância do sistema de integração, essa região enfrentou novo recuo das exportações de carne suína em abril.


Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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