quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Em Alta: Profissões ligadas à produção animal e florestal


Com a crescente necessidade de aumento da produção de proteína animal de maneira sustentável, além da exploração das reservas florestais brasileiras sem desmatamento, profissionais ligados a estas áreas serão os mais requisitados no mercado, segundo a avaliação do presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Antônio Alvarenga.

Segundo Alvarenga, a maioria dos profissionais ligados ao agronegócio está voltada para a gestão e produção de grãos, mas a criação de animais ainda precisa de mais médicos veterinários e zootecnistas para contribuir no aumento da produção de carnes no Brasil. “O setor de grãos já alcançou um níveis de produtividade muito acima de outros países produtores. Mas na [produção de] carne, por exemplo, ainda estamos atrasados e é preciso ter o mesmo boom de produtividade nesse setor como atingimos nos grãos. É um mercado (de carnes) que ainda vai crescer muito, à medida que a população vai ganhando renda e aumentando o consumo de proteínas”, avalia.

Por outro lado, a exploração florestal também é uma atividade que tende a crescer e, por consequência, deve exigir mais mão de obra qualificada. “O Brasil tem uma reserva florestal grande e tem que aprender a explorar melhor suas reservas sem haver desmatamento. Existem vários programas a serem feitos nesse sentido e o Brasil tem uma vocação para a exploração florestal”, destaca Alvarenga.

De acordo com Alvarenga, os profissionais ligados ao agronegócio ainda estão muito voltados para a produção de grãos, e isso deve continuar. Para que deseja seguir a carreira, alerta ele, é preciso que se aprofunde em conhecimentos de irrigação, técnicas de plantio ABC (Agricultura de Baixo Carbono), e pesquisas de sementes e solos. “É o agronegócio voltado para produção moderna de grãos. Um produtor rural que está no interior de Mato Grosso ou Bahia, por exemplo, necessita cada vez mais de profissionais da área de gestão. Ele é muito importante e muito demando nas fronteiras agrícolas brasileiras”, afirma.




Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura e Globo Rural

0 comentários

Postar um comentário