quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Equinos: Habronemose Cutânea – Ferida de Verão


A habronemose cutânea, também conhecida como ferida de verão, acomete equinos de todas as regiões do Brasil. Sua incidência está relacionada à deposição de larvas do nematódeo adulto Habronema spp e Drashia megastoma na pele do animal pelas moscas do gênero Musca Domestica e Stomoxys calcitrans, que fazem o papel de hospedeiro intermediário do parasita.

As larvas adultas são encontradas normalmente no estômago, onde depositam ovos e larvas imaturas que são excretadas juntamente com as fezes do animal. No ambiente, estas larvas são ingeridas por larvas do hospedeiro intermediário, ocorrendo o desenvolvimento de ambas concomitantemente. O hospedeiro intermediário adulto pode depositar a larva infectante ao redor da boca do equino, que deglute o parasita. No estômago do animal, a larva infectante amadurece e novamente chega ao estágio adulto.

Na forma cutânea da doença, as larvas são depositadas em feridas superficiais da pele, onde são incapazes de completar o ciclo evolutivo, no entanto, supõe-se que as larvas mortas desencadeiam um processo de hipersensibilidade no organismo do animal. As lesões cutâneas são geralmente encontradas em locais que apresentam maior ocorrência de traumas, como nas partes inferiores dos membros, canto medial do olho e uretra. A ferida caracteriza-se por grânulos ulcerativos com múltiplos focos de necrose coagulativa, causando intenso prurido, ou coceira, que pode levar ao auto traumatismo.

O diagnóstico da habronemose cutânea pode ser realizado a partir do histórico do animal e dos achados clínicos, assim como pelo encontro e identificação de larvas em raspado de pele ou biópsia. Para o diagnóstico diferencial devem ser consideradas principalmente lesões ulcerativas não cicatrizantes, carcinoma de células escamosas, sarcóide e tecido de granulação exuberante.


Para o tratamento e profilaxia da afecção deve-se minimizar o quadro inflamatório instalado na ferida, eliminar o Habronema adulto do estômago e reduzir a população de moscas hospedeiras. O uso de corticoides tem sido utilizado sob diversos protocolos com sucesso para o tratamento da inflamação local. Considerando que a enfermidade é sazonal e usualmente inicia na primavera, com o aumento da população de moscas, o controle dos parasitas é de extrema importância.

A terapia endectocida sistêmica deve ser realizada com intuito de eliminar o verme adulto do estômago, diminuindo desta forma o risco de reinfecção. Alguns ativos como moxidectina, ivermectina e abamectina são eficientes para realizar este controle. Os produtos Moxi Duo, Iver Gel Composto e Aba Gel Composto da linha Equinos OF são eficazes no combate à Habronemose, como também às principais verminoses dos equinos, mantendo os animais sempre sob as melhores condições sanitárias.

Além da prática regular de vermifugação, é importante adotar hábitos que diminuam a prevalência de parasitas na propriedade. A rotação de pastagens, limpeza de piquetes e baias e ausência de superpopulação de animais estão associadas ao maior sucesso no controle das verminoses em equinos de qualquer faixa etária. Na figura abaixo é possível observar uma sugestão para controle antiparasitário, incluindo rotação de princípio ativo, a ser utilizado durante o ano todo em seu animal.


Autora/Fonte: Raquel Albernaz, Ourofino Agronegócio

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