quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Secretaria de Assuntos Estratégicos: Especialistas discutem a territorialização da Agricultura de Baixo Carbono

A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) promoveu uma reunião com o objetivo de colher subsídios para a elaboração de uma nova orientação para a política agrícola. A ideia é pensar a produção de forma territorializada, a fim de atender às peculiaridades de cada região. O foco da reunião foi o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), já para o Plano Safra 2013-2014; e a regionalização do crédito agrícola. Atualmente, entre os principais gargalos do setor agropecuário estão o crédito rural e a assistência técnica rural.

Representantes da SAE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Fundação Getúlio Vargas e PUC-Rio, entre outras instituições, debateram a necessidade de criar alternativas para elevar a capacidade do produtor e facilitar o acesso a instituições de crédito, ampliando a viabilidade econômica agropecuária, além de identificar as carências e necessidades de cada área.

A reunião também tratou da recuperação de pastagens e da reorganização de arranjos produtivos. De acordo com especialistas, essa seria uma forma de intensificar e tornar a pecuária mais produtiva e, com isso, liberar algumas áreas para o cultivo de alimentos e a produção de energia.

Para o subsecretário de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Persio Davison, o peso dessa iniciativa deve-se ao papel de destaque que o setor tem na economia. “Temos visão da importância desse diálogo que estamos conduzindo com o Ministério da Agricultura a fim de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas e das possibilidades de desenvolver essa atividade com maior eficiência, maior segurança e menor emissão do carbono na agricultura”.

Segundo o diretor de Planejamento Territorial da SAE, Arnaldo Carneiro, o primeiro passo para a construção de uma política de gestão territorial no Brasil já foi dado com a criação do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), há dois meses, a partir de um acordo de cooperação entre a SAE e o MAPA. “Temos trabalhado um aspecto que ainda falta na nossa política agrícola, que é a dimensão territorial, com foco regional. Trabalhamos na formação de uma grande rede, que envolve universidades e instituições de pesquisa. Essa capacidade está agora dentro do Ministério da Agricultura, por meio do NIT”.

O coordenador da Assessoria de Gestão e Estatística do Ministério da Agricultura, Derli Dossa, falou sobre a importância da aproximação entre a SAE e o MAPA, e da necessidade em identificar pontos comuns de atuação entre os dois órgãos. Para ele, o Programa ABC é a principal proposta que pode de fato alterar o sistema de produção nas propriedades rurais do País. “Entre os programas voltados para a agricultura, em uma escala hierárquica e do ponto de vista da sustentabilidade, da produção, e do desenvolvimento da agricultura, o Programa ABC se destaca como boas práticas de produção”.


Fonte: SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos )

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