quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Primeiros Suínos Fertilizados In Vitro Nascem no Brasil

                                                                     Foto: Vani Boza / Agencia RBS

Nasceram nesta segunda, dia 29, no Centro de Ciências Agro Veterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) em Lages, os primeiros suínos do Brasil fertilizados in vitro. Os filhotes são frutos de uma experiência que começou há 115 dias e teve acompanhamento de professores, alunos e mestrandos do curso de Medicina Veterinária da instituição.

Segundo Alceu Mezzalira, professor de reprodução animal e pesquisador do projeto de fertilização in vitro e clonagem de suínos, essa pesquisa começou há cerca de dois anos e já foram feitas duas tentativas. Uma, há cerca de um ano, não deu certo, pois a porca aguentou apenas 80 dias de gestação e abortou. Dessa vez, a tentativa deu certo apenas com uma das três porcas que foram fertilizadas. Duas delas não conseguiram segurar a cria.

A porca que serviu de barriga de aluguel para os seis leitõezinhos recebeu 30 embriões, sendo que 15 deles in vitro e 15 eram uma experiência de clonagem, que não deu certo. O gene clonado foi de uma raça quase extinta conhecida por caruncho, que é um porco que contém muita gordura, mas não apresenta doenças como diabetes e relacionadas ao coração. Por isso o interesse em preservar a raça.

Já os seis in vitro que deram certo não têm raça definida, são porcos totalmente comerciais que deverão ser abatidos quando alcançarem aproximados 100 quilos.

O professor de suinocultura José Cristani afirma que não se tem registro de uma experiência como essa que deu certo até hoje no país. Segundo ele, Lages torna-se, a partir de hoje, pioneira em fertilização de suínos in vitro.

— Esse projeto tem como objetivo principal e futuro acabar com a transferência de animais vivos. Isso por que esse transporte pode ser alvo de doenças e contaminação. A fertilização in vitro garante a bio segurança dos animais e, consequentemente, de seus produtores — explicou.

Por dois dias os pequenos porcos ainda deverão ser monitorados pelos acadêmicos que acompanham a experiência. Em 30 dias serão desmamados e seguiram para outro local, onde permanecerão em engorda até seguirem para o frigorífico.

Segundo Mezzalira, em aproximadamente 48 dias uma nova bateria de embriões deverão ser fertilizados novamente com as duas modalidades, in vitro e clonagem.

Fonte: Diário Catarinense

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