quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Preços agropecuários registram alta pela 17ª semana seguida


Dos produtos analisados no período, 14 apresentaram alta de preços, com destaque para batata, feijão, arroz e carne bovina. Ovos, carne suína e banana puxaram os índices para baixo.

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista registrou alta de 1,43% na primeira quadrissemana de outubro, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). Os índices estão positivos desde junho, completando a 17ª quadrissemana consecutiva de aumento.

Os produtos que registraram as maiores altas no período pesquisado em outubro foram: batata (33,88%), feijão (25,30%), arroz (8,38%), carne bovina (5,77%) e soja (5,17%), afirmam os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti e José Alberto Angelo, autores do artigo.

No caso da batata, o clima quente e seco prejudicou a cultura, ocasionando menos produção, o que provocou a elevação dos preços.

O fim da safra de inverno e o atraso no plantio da safra das águas na região sudeste de São Paulo, devido à total falta de chuvas nas primeiras semanas de setembro estimularam a alta dos preços do feijão.

A menor oferta do arroz causada pela seca e a retenção da oferta pelos produtores motivaram o reajuste dos preços do produto do campo ao consumidor final.

Na carne bovina, a baixa qualidade das pastagens reduziu a oferta de animais prontos para o abate, acarretando a valorização da arroba do boi gordo.

Os preços da soja, em São Paulo, neste mês fecharam em alta, influenciados pela demanda local e pelo pequeno volume ainda disponível para comercialização.

Quedas


Os produtos que apresentaram as maiores índices negativos foram: banana nanica (12,47%), carne suína (8,19%) e ovos (4,82%).

Excesso de chuvas em junho/julho e a estiagem rigorosa em agosto/setembro prejudicaram a formação dos cachos e levaram à colheita da banana de baixa qualidade, com consequente baixa nas cotações.

Para a carne suína, a queda na demanda em virtude do consumidor entender que os preços estavam altos forçou a uma redução da cotação do produto.

No caso dos preços dos ovos, o aumento na oferta recente reduziu os preços recebidos pelos granjeiros. Numa realidade de custos reajustados com o elevado preço da ração animal, o descarte adiantado de poedeiras tem sido a alternativa encontrada pelos empresários do setor com o objetivo de ajustar a produção ao consumo.

Para ler o artigo na íntegra, acesse: www.iea.sp.gov.br

Instituto de Economia Agrícola
Nara Guimarães
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