quarta-feira, 8 de agosto de 2012

São Paulo: Preços pagos ao Produtor Sobem 0,60% em Julho


O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 0,60% em julho, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento(IEA/Apta). Esta é a oitava quadrissemana consecutiva em que os preços continuam em alta. Os grupos de produtos de origem vegetal e de origem animal aumentaram, respectivamente, 0,61% e 0,59%. Já no acumulado de 12 meses, o índice geral evoluiu 4,64%, com os grupos de produtos vegetais e animais apresentando variação positiva de, respectivamente, 5,55% e 1,46%.

No mês, as altas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (64,23%), do café(10,77%), da soja (10,17%), do milho (9,77%) e do amendoim (9,08%).Variações no clima (chuvas em determinados períodos e baixas temperaturas em todo período) reduziram a oferta de tomate para mesa nas regiões produtoras, conforme os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti e José Alberto Angelo. A colheita de variedades mais valorizadas contribuiu para a acentuada elevação de preços.

No caso do café, a baixa disponibilidade e a grande procura mundiais (apesar da crise econômica) sustentam as cotações do café nas bolsas internacionais e elevam os preços aos produtores paulistas.

As altas das cotações do milho são reflexos da seca que ocorre nos Estados Unidos, com previsão de queda naquela que seria a maior produção norte-americana, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). Isso vem permitindo o aumento dos preços internos, com expectativa de incremento nas exportações.

A seca nos Estados Unidos também foi o principal motivo da elevação das cotações do milho nos mercados internacionais, de acordo com os técnicos. Soma-se a isso fatores como estoques baixos e aumento do consumo - principalmente para ração animal, o que tem garantido bons preços para os produtores paulistas.

Os recuos mais acentuados ocorreram nos preços da batata (32,54%), da laranja para mesa (14,29%), do feijão (13,35%), da cana-de-açúcar (0,91%) e da carne bovina (0,53%).

(Veja as tabelas e o acumulado de 12 meses no site www.iea.sp.gov.br)

Texto:
Assessoria de Comunicação da Apta

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