quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Febre suína africana se consolida na fronteira entre Europa e Ásia


Após a descoberta do primeiro caso de febre suína africana na Ucrânia, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, por sua sigla em inglês) alertou que a enfermidade se consolidou na região do Cáucaso, fronteira entre a Europa e a Ásia, e representa um risco para as áreas vizinhas. De acordo com comunicado divulgado no site da FAO, as medidas de controle parecem ter contido a propagação da doença apenas temporariamente.

Além de algumas partes da Ucrânia, países próximos já correm o risco de introdução da doença. Entre eles estão Moldávia, Casaquistão e Letônia, que têm grandes populações de suínos em fazendas domésticas e familiares. Muitas vezes, essas propriedades não seguem os protocolos de biossegurança.

– Autoridades nacionais e locais em toda região devem ampliar as medidas de prevenção para serem capazes de reagir em casos de novos surtos – disse o diretor de veterinária da FAO, Juan Lubroth.

Segundo Lubroth, a Ucrânia respondeu rapidamente ao problema com a implementação de medidas sanitárias, abatendo os animais doentes e impondo uma zona de quarentena nas proximidades dos vilarejos onde os surtos ocorreram. O país também pagou uma compensação aos produtores, ajudando principalmente as famílias mais pobres.

A FAO afirmou que todos os países em risco devem estar prontos para detectar e combater a febre suína africana, também chamada de peste suína africana. A doença não afeta seres humanos, mas o índice de mortalidade em animais domésticos pode ser extremamente alto. Em 2011, até 300 mil suínos morreram ou foram abatidos na Rússia devido à doença. O prejuízo estimado foi de US$ 240 milhões.


Autor: Agência Estado

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