segunda-feira, 9 de julho de 2012

Rede Nordeste de Biotecnologia apresenta Inovações


Testes que diagnosticam rapidamente casos de leptospirose, um tipo de leite de cabra transgênico eficaz para a cura da diarreia infantil e a transformação da água de coco em pó. Essas são algumas das inovações apresentadas no balanço das atividades da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), nos últimos cinco anos, pelo seu conselho diretor, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, nesta quarta-feira (4).

Segundo a secretária executiva de pós-graduação da Renorbio, Paula Lenz Lima, “os dados são de grande relevância, pois mostram uma mudança substancial na cultura de geração de produtos e processos na região”. De 2006 até hoje, a Renorbio formou 170 doutores, duplicou a produção de artigos científicos e ampliou de oito para 216 o número de pedidos de patentes.

Apesar do desempenho favorável, a rede continua enfrentando o desafio da obtenção de recursos para as pesquisas, questão que foi discutida por especialistas do setor empresarial, acadêmico e governamental envolvidos com a área de biotecnologia.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre admitiu existir dificuldades para a transferência do conhecimento científico ao setor produtivo no Brasil. Na sua avaliação, a Renorbio é um exemplo de inciativa bem sucedida. “Ela se encontra exatamente nesta interface de transferência entre a academia e o setor produtivo”, comentou.

Nobre reforçou a importância da biotecnologia, setor incluído entre as prioridades do programa Brasil Maior do governo Federal e na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti/2012-2015). Anunciou ainda novidades para a área, a ser beneficiada com recursos dentro do edital de subvenção a ser lançado em breve pelo MCTI.

Na avaliação de Paula Lenz Lima, a preocupação da Renorbio passa a ser agora a transferência, de forma efetiva, das biotecnologias inovadoras geradas nos laboratórios para geração de riqueza e qualidade de vida para o Nordeste. “Um desafio que começa a ser superado pela criação das primeiras empresas de alunos, egressos e professores”, acrescentou.


Eleição

Na reunião, os membros da Renorbio elegeram, como coordenador executivo do grupo, o médico Mitermayer Galvão, que assume a função pelo período de três anos. Mitermayer é doutor em patologia humana, diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal da Bahia, além de pesquisador de nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

Segundo Galvão, “formar doutores já faz parte de uma política de inclusão social”, ao comentar a importância da Renorbio. Na sua avaliação, a rede pode contribuir com programas do governo federal para a redução da miséria e das desigualdades sociais.

O novo coordenador executivo defendeu, ainda, a relevância de ações, como o alinhamento às necessidades do Ministério da Saúde no desenvolvimento de produtos de interesse nacional. “Nós ainda importamos grande quantidade de vacinas, reagentes e medicamentos”, concluiu.
                                                                                                                                                                                                                                    


Fonte: MCTI   Texto: Denise Coelho - Ascom do MCTI

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