terça-feira, 26 de junho de 2012

A Tecnologia Genômica em Rebanho Bovino





Genômica – ela veio para ficar. Esta ferramenta que acelera o melhoramento genético reabilitou boatos constantes para a genética e se tornou um tema ainda mais popular. Mas porque é que a genômica é algo tão impactante? É porque a genômica realmente funciona!

Decisões de seleção de touros tomadas em 2009
Aqueles que adotaram a tecnologia desde seu inicio, atualmente estão colhendo os benefícios. Se em 2009 você escolheu touros comprovados pelos programas G-Stars e FutureStars, ao invés dos touros provados com filhas em produção e entre os melhores de TPI, você agora estaria com filhas recém-paridas de touros muito reconhecidos no mercado como AltaIOTA, AltaR2 e AltaROSS.

Por outro lado, a maioria optou por "esperar para ver", e assim utilizaram os melhores touros "já provados com filhas" (Tabela 1). E esta ultima opção tinha touros extraordinários que faziam por merecer, mas os melhores touros genômicos daquela época (Tabela 2) são "hoje" claramente um grupo geneticamente superior.
A genômica passou a ser oficial desde Janeiro de 2009. Quando surgiu em 2009, muitos hesitaram em concordar com a tecnologia. No entanto, como as histórias do sucesso da genômica continuam a se destacar, não há melhor momento como o presente para embarcar nesta corrente do progresso genético!





Estabilidade entre a prova genômica e a da primeira safra de filhas

E qual é o risco destes melhores touros genômicos terem suas provas mudando negativamente? Não tenham medo, temos as informações de 1.235 touros que tiveram suas avaliações genômicas em agosto de 2010 e atualmente (abril de 2012) possuem prova com filhas em produção. E a queda média em TPI foi de apenas 30 pontos (Gráfico 1). Sim, alguns tiveram quedas maiores que isso, alguns permaneceram no mesmo e alguns aumentaram. O que importa aqui é a média do grupo, porque é como os touros genômicos devem ser usados - em grupos. Além disso, os ajustes feitos pelo USDA em abril de 2012 deverão reduzir ainda mais a média dessas possíveis mudanças.

Os gráficos seguintes ilustram as mudanças esperadas a partir de uma prova genômica até uma prova de filhas em produção. O valor na mudança da prova de agosto 2010 até a de abril 2012, está indicada no eixo horizontal e o número de touros que tiveram alguma alteração é indicada no eixo vertical. Por exemplo, o primeiro gráfico mostra que de 1.235 touros no total, cerca de 40 apresentaram uma variação de exatamente zero em TPI. Enquanto isso, a maior variação positiva foi de +325 pontos TPI e a maior queda foi de -350 pontos TPI. Portanto, você pode deduzir que a chance de um touro genômico, aumentar ou diminuir em 350 pontos de TPI é de 0,1% (1/1235). Da mesma forma, podemos ver que cerca de 95% dos touros estão em torno de +/- 200 pontos de TPI da previsão genômica inicial até receber a primeira prova com filhas em produção.
























Estes gráficos mostram que as alterações nas provas estão distribuídas normalmente, e para a maioria das características, a variação média é muito próxima de zero. Uma exceção é PL, onde a variação média é de -0,6, significando que as previsões genômicas estão ligeiramente superestimando esta característica. Isso, no entanto não significa que as previsões são inválidas ou a característica não deve ser considerada em um touro genômico - apenas que você pode esperar uma pequena queda em qualquer touro genômico provado. Para PL, 95% dos touros variam entre -2,1 e +1,0, de modo que o intervalo é ainda relativamente apertado, e os touros top com base na genômica ainda podemos acreditar que continuem a estar entre os touros top do ranking depois de terem filhas em produção.

Os gráficos também mostram estabilidade na prova em um grande número de touros alterando positivamente em todas as características, por isso é que nós não sabemos quais touros vão subir ou cair na prova com filhas em produção, e não podemos esquecer o lado positivo! Lembre-se, a confiabilidade das provas genômicas é de cerca de 75% para produção e tipo, e um pouco menor para as características de saúde, contribuindo para a variação que vemos nos gráficos: quanto maior a confiabilidade, mais insignificantes serão a mudança.

Tabela 3. Mudanças em provas da avaliação genômica até 1ª safra de filhas em cinco touros




Para se ter uma melhor ideia, vamos analisar como as provas de alguns touros individuais alteraram da prova genômica até a prova com a primeira safra de filhas em produção. Os touros relacionados na tabela acima são os cinco mais novos lançamentos da Alta em Abril 2012. As linhas da "mudança (change)" mostram que a partir do genoma até a primeira safra de filhas, os valores geralmente mudam muito pouco. Como mencionado anteriormente, podemos supor que 95% dos touros genômicos vão estar dentro de + / - 200 pontos de TPI assim que recebem a sua primeira prova oficial com filhas. Todos os cinco touros no exemplo estão dentro dessa faixa, e como seria de esperar, decidimos continuar a comercializar esses touros depois que receberam as provas com filhas em produção, a mudança em TPI média desse grupo acima foi de um aumento em 63 pontos.

Alguns estarão hesitantes no uso de provas genômicas, uma vez que um touro pode mudar em até 300 pontos de TPI. No entanto, devemos lembrar que a chance disso ocorrer é de 0,1%, além de que os touros podem mudar até mesmo depois que eles já estão com provas altamente confiáveis. Um exemplo disso, é AltaBAXTER (tabela 4)- mesmo que em agosto de 2010 suas previsões tinham 99% de confiança, continuamos a ver aumentos em sua prova com a adição de filhas. Na verdade, seu TPI aumentou 107 pontos, quando ele aumentou de 5.500 para 36.000 filhas, então o grau de mudanças que vemos em touros que vão das provas genômicas até a de filhas em produção, está bem dentro de limites razoáveis.


Tabela 4. Mudanças nas provas de AltaBAXTER de Agosto 2010 (99% confiabilidade, >5000 filhas) até Abril 2012 (99% confiabilidade, >30.000 filhas)




Mudança na FAC. PARTO entre as provas genômicas até a prova com filhas em produção

Uma razão para os que hesitam em usar touros genômicos, seja talvez pela incerteza na facilidade de parto. O gráfico acima de FAC. PARTO mostra que uma prova para esta característica pode mudar entre a informação genômica até a prova com filhas em produção, a chance é de fato um aumento (0,8% SCE) quando ele recebe as suas próprias informações. Por este motivo, recomendamos a inseminação de novilhas com touros genômicos que sejam 6 ou abaixo disso para FAC. PARTO, até que o touro tenha suas próprias observações para esta característica.

O programa da Alta – FutureStar, é a resposta para entregar genética dos principais touros genômicos, para aqueles que são avessos a riscos de FAC. PARTO. Este programa oferece fertilidade e garantia de facilidade de parto em touros genômicos, informações obtidas através de observações feitas em nossos rebanhos Advantage®. Alguns acreditam que devam usar em novilhas "touros com filhas em produção", mas lembre-se que os touros tornam-se "provados com filhas" para FAC. PARTO, assim que suas primeiras crias nascem, ou cerca de um ano depois de usado o sêmen pela primeira vez.


Estabilidade da prova da 1ª safra até a 2ª safra de filhas

Uma das perguntas mais frequentes é "Estes touros vão ter mais uma queda quando chegarem às informações da 2ª safra?" O gráfico abaixo mostra as mudanças médias em TPI de 1 ª para 2ª safra de filhas. E esta mudança é bem mais estável do que já aconteceu no passado, mostrando que o equivalente de 35 filhas extras que a genômica adicionou, também nos trouxe significativa estabilidade na prova. Basicamente, não existe alteração na média esperada para TPI, quando um touro passa de primeira para segunda safra de filhas em produção.


Tabela 5. Mudanças na prova para touros que receberam prova da 2ª safra de filhas em Abril/12




As decisões atuais de seleção

Desde 2009, muitas melhorias moldaram as estimativas das provas genômicas além dos inúmeros animais que foram adicionados à população referência. Ambos os fatores contribuem para aprimorar a exatidão do genoma, enquanto também diminui as mudanças previstas da prova genômica até as provas da 1ª safra e as provas de 2ª safra de filhas. Hoje, como em 2009, opções de seleção são a mesma coisa. Você pode usar os melhores touros comprovados pelas filhas em produção ou os melhores touros G-Stars (Tabelas 6 e 7). Enquanto AltaIOTA e AltaROSS atualmente conseguem muito marketing e fazem algumas filhas excelentes, as previsões do grupo genômico (Tabela 7) excedem em muito o grupo de touros com provas de filhas em produção - mostrando o progresso genético extremo feito pela genômica.





Lembre-se do gráfico que demonstra a distribuição na mudança do TPI, entre a prova genômica até a primeira prova com filhas em produção. Com base neste gráfico e a expectativa de 95% dos touros mudarem +/- 200 pontos em TPI, cada touro genomico na Tabela 7 tem a chance > 95% de ser maior do que o TPI de AltaJENKINS, depois de receberem a primeira prova com filhas em produção!

Para maximizar o ganho genético e alcançar seus objetivos em um ritmo mais rápido, os touros genômicos são certamente o melhor caminho para alcançar seus objetivos. Muito parecido com a aplicação financeira em ações, você terá que aceitar um pouco de risco para maximizar o retorno esperado. É claro que esse risco pode ser amenizado em unidades, para isso precisamos aumentar o número de empresas que estaremos aplicando, é necessário diversificar... e com touros genômicos, o risco pode ser reduzido pelo aumento no número de touros que serão usados​​.

Portanto, para aqueles que estão ansiosos em maximizar o ganho genético e aceitam algum risco para alcançar o objetivo, tem que iniciar primeiramente pelo cuidado em definir um plano genético. Em seguida, selecione um grupo de pelo menos 5 a 6 touros para capitalizar as oportunidades de seu plano genético acontecer


Fonte: AltaGenetics

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