quarta-feira, 18 de abril de 2012

PROSAF – Programa de Sanidade em Agricultura Familiar ( São Paulo )


O conceito de agricultura abrange o cultivo da terra realizado por pequenos produtores rurais. Considera-se agricultor familiar àquele que atende os requisitos definidos na Lei nº 11.326, de 2006, quais sejam:

I – não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais;

II - utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento;

III – tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento;

IV – dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.

É inegável a relevância da agricultura familiar na agropecuária brasileira. No geral, mais de 60% da produção de alimentos é produzido por agricultores familiares. Eles são responsáveis por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 59% do plantel de suínos, 58% do leite; 50% das aves, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo.

Toda essa produção está distribuída em mais de 4 milhões de propriedades ocupando cerca de 25% da área produtiva ou 80 milhões de hectares. A agricultura familiar responde por quase 40% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e ocupa 77% da mão de obra utilizada na agricultura.

O Estado de São Paulo possui 150.200 propriedades rurais familiares, representando 68,9% das propriedades rurais do Estado, com 4.251.934.707 ha, ou seja, 24,5% da área territorial. Portanto, este segmento rural é muito importante e carece de tecnologia adaptada às condições de necessidade deste tipo de produtor.

Em função dessa demanda, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, através do Instituto Biológico (IB-APTA), coordenou a elaboração de um programa em sanidade contando com a participação da APTA Regional (Pólo Leste Paulista) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, além de associações de produtores locais.

Os principais objetivos desse programa são: desenvolver uma série de ações de curto, médio e longo prazo para transferir conhecimento e gerar tecnologias nas áreas de sanidade animal, vegetal e ambiental, visando à melhoria da qualidade de vida dos agricultores e dos alimentos produzidos nos diversos municípios estaduais.

O Pólo Leste Paulista foi escolhido para o desenvolvimento desse programa, por apresentar as principais características para a agricultura familiar, com propriedades pequenas a médias e agricultura diversificada em sua grande maioria. O Pólo Leste Paulista abrange os territórios dos municípios de Monte Alegre do Sul, Águas de Lindóia, Amparo, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Conchal, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Itapira, Itatiba, Jarinu, Joanópolis, Lindóia, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Piracaia, Santo Antônio da Posse, Santo Antônio do Jardim, Serra Negra, Socorro, Tuiuti e Vargem.

O programa conta com 47 projetos e já realizou 34 eventos de transferência do conhecimento, com foco em diversas culturas/criações, beneficiando, até o momento, um público de 916 pessoas, formado essencialmente por agricultores familiares e tendo também a participação de técnicos dos setores público e privado.

Entre os temas abordados destacam-se:
- importância do manejo sanitário de suínos e aves para o sucesso da produção;
- enfermidades que afetam a produção de caprinos e ovinos
- controle estratégico do carrapato do boi;
- plantas medicinais
– seu papel na produção orgânica;
- atualização em doenças e pragas em ornamentais;
- doenças fúngicas das plantas medicinais, aromáticas e condimentares;
- sanidade na cultura do chuchu;
- doenças transmitidas por alimento;
- as principais zoonoses: tuberculose e brucelose;
- clostridiose;
- principais verminoses em animais de produção;
- qualidade na aquicultura;
- tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas;
- pérola da terra e podridões de raiz da videira;
- sistema agroecológico de cultivo de hortaliças;
- produtos naturais no controle alternativo de enfermidades animais;
- sanidade na criação de peixes e rãs;
- manejo e controle de pragas e doenças nas culturas da abóbora, abobrinha e maracujá;
- princípios de gestão ambiental em lavoura de hortaliças visando a melhoria da qualidade da água.


Fonte: Instituto Biológico e APTA

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