quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ministra do Meio Ambiente diz que será uma aliada da proposta da CNA, ANA e EMBRAPA de criação de APPs Globais


A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta quarta-feira (4/4) que o Governo brasileiro leve uma proposta de preservação mundial das Áreas de Preservação Permanente (APPs) para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho, no Rio de Janeiro.

A manifestação foi feita durante audiência pública, na Subcomissão Permanente da Água do Senado, que discutiu os resultados do 6º Fórum Mundial da Água, realizado em Marselha, na França. Presente ao debate, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apoiou a sugestão da presidente da CNA e disse que “a senhora tem uma aliada nesta proposta de proteção das APPs globais. Precisamos estimular a proteção e a recuperação das APPs e dos recursos hídricos para garantir a continuidade da produção agrícola”, afirmou. 

Segundo a presidente da CNA, a proposta de criação de uma APP mundial, apresentada em Marselha pela CNA, Agência Nacional de Águas (ANA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tem o objetivo de proteger as margens de rios, nascentes e áreas de recarga de aqüíferos, para garantir a oferta de recursos hídricos e atender ao aumento da demanda por água, diante do crescimento da população do planeta.

“No Fórum, vi muitos debates em torno da demanda por água e do desafio da gestão racional dos recursos hídricos. No entanto, discutiu-se muito pouco sobre a oferta de água, que é essencial para a população e para a produção de alimentos. Por isso, pedimos que o Governo leve essa proposta de APP mundial à Rio +20”, afirmou a senadora. 

Para assegurar a oferta de água no mundo, a presidente da CNA defende que os outros países sigam o exemplo brasileiro de preservação das matas ciliares, na beira dos rios, chamadas no Brasil de APPs, adotando um conceito universal sobre o tema. “Essa é uma exigência do Brasil e chegou em boa hora, mas precisamos que os outros países façam o mesmo”, completou.

A senadora Kátia Abreu disse, também, que o produtor rural brasileiro prioriza a preservação ambiental, para garantir alimento de qualidade à população brasileira e ao mercado externo, apesar de perder competitividade em relação aos agricultores de outros países. “O produtor brasileiro fica em desvantagem por cumprir a legislação ambiental. Se dermos mil hectares para um agricultor brasileiro e para um agricultor de outro país, o brasileiro não poderá contar com esses mil hectares, porque terá que destinar uma parte da sua propriedade para preservar reserva legal e APP”, afirmou.

A presidente da CNA defendeu, ainda, a destinação de recursos do orçamento da União para a realização de estudos sobre as bacias hidrográficas brasileiras, com o objetivo de ajudar a viabilizar a gestão eficiente dos recursos hídricos. “Esse gerenciamento só será possível com estudos sobre a situação dos nossos rios”, enfatizou. 

Fórum no Brasil - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre a possibilidade de o Brasil sediar o Fórum Mundial da Água, em 2018. O evento acontece a cada três anos e, em 2015, será realizado na Coréia do Sul. Para o presidente do 6º Fórum Mundial da Água, Benedito Braga, “o grande problema ambiental está nas cidades por causa da poluição dos rios”. Desta forma, defendeu melhorias no saneamento nas áreas urbanas para garantir água de qualidade para a população. Já o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, destacou a repercussão da proposta de APP mundial, os avanços no debate sobre a gestão da água e as alianças obtidas pelo Brasil no encontro. 

Assessoria de Comunicação CNA
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