quarta-feira, 21 de março de 2012

Nova soja transgênica aguarda registro do exterior


A mais nova geração de soja geneticamente modificada, Intacta RR2 Pro, deve ser lançada comercialmente até outubro deste ano. Pelo menos esta é a pretensão da Monsanto, que aguarda o registro das cultivares e aprovação da tecnologia na China e nos paí­ses da Europa, principais mercados importadores. A tecnologia começou a ser desenvolvida há dez anos e está em fase final de testes.

"No Brasil nós já temos todas as autorizações para comercializar, incluindo o da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança [CTNBio]. Aguardamos a aprovação dos mercados importadores. Havendo tempo hábil, comercializaremos as sementes na próxima safra", explicou o gerente comercial da Monsanto, Rafael Carmona.

A Intacta é anunciada pela empresa como uma revolução na agricultura brasileira, prometendo três soluções aos produtores rurais: a tolerância ao glifosato, resultados de produtividade sem precedentes e proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura, algo inédito até então.

A eficácia do produto está sendo testada em 500 propriedades rurais de dez estados – no Paraná são 105. A reportagem da Gazeta do Povo acompanhou o dia de colheita na Fazenda Agrí­cola Três Palmeiras, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste, onde 1,5 hectare dos 500 da área total foi destinado ao plantio de soja com a tecnologia Intacta. A média colhida foi de 69,9 sacas por hectare, cerca de 10% a mais do que o colhido na área com sojas RR, onde cada hectare rendeu aproximadamente 62,8 sacas.

"Eu costumo fazer até três aplicações de inseticida contra lagarta na minha lavoura e nesta área de teste não foi necessário nenhuma", declarou o proprietário da fazenda, Aldo Hanel.

Apesar do resultado, o gerente comercial da Monsanto ressalta que é preciso aguardar a conclusão dos demais testes para apresentar o í­ndice de produtividade da Intacta. "Este valor de 10% é um número daquele perí­odo, daquele produtor, naquela condição. Não podemos criar um número cabalí­stico", explicou Carmona.

Para o trabalho com soja Intac­­ta, as áreas de cultivo precisaram receber uma série de cuidados especiais, com o objetivo de evitar que a soja chegue à comercialização. Os campos de teste foram cercados por fileiras de milho, distantes dez metros. O manejo e a co­­lheita ainda exigiram máquinas exclusivas, que após o trabalho são desmontadas e lavadas. Ao final do experimento, todos os grãos colhidos foram destruí­dos na própria fazenda.



Fonte: Gazeta do Povo

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