quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ultrassonografia melhora a eficiência reprodutiva de bovinos




A ultrassonografia é uma técnica de diagnóstico que oferece um grande avanço para a eficiência da pecuária. Com sua utilização no campo é possível realizar um exame ginecológico mais detalhado, o diagnóstico de gestação precoce e de patologias no útero e ovários, dentre outros, o que demonstra o potencial desta técnica, que além de não ser invasiva, fornece resultados precisos e em tempo real.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia e especialista em reprodução animal, Luiz Pfeifer, a ultrassonografia é uma importante ferramenta do manejo reprodutivo. “Trata-se de uma técnica já muito utilizada nas regiões Sul Sudeste e Centro-Oeste com excelentes resultados, mas ainda é pouco difundida em Rondônia.

É importante que os produtores de Rondônia façam uso de tecnologias como esta, pois podem melhorar o desempenho reprodutivo dos rebanhos, alcançando maior eficiência dos animais,” explica o pesquisador.

Para conquistar bons resultados e ser competitivo no mercado, é imprescindível o controle das etapas relacionadas à produção. Para tanto é preciso a incorporação de novas tecnologias no setor produtivo que tenham uma relação custo-benefício positiva. É o que ocorre com o uso da ultrassonografia, que representa um grande avanço tecnológico no campo da reprodução animal.

A partir das informações técnicas obtidas por meio de exames ginecológicos ultrassonográficos, o produtor pode realizar mudanças estratégicas no manejo reprodutivo transformando essa informação em lucro.

Em rebanhos leiteiros, o diagnóstico de gestação precoce por ultrassonografia pode ser realizado cerca de 30 dias após a concepção, identificando vacas que “falharam”, o que melhora a eficiência reprodutiva através da redução do intervalo entre inseminações e do intervalo parto-concepção.

Por meio do diagnóstico precoce é possível tomar medidas para que a fêmea conceba logo após o resultado negativo da prenhez. Caso contrário, o produtor teria que esperar em média de 45 a 60 dias para o diagnóstico de gestação tradicional (toque retal) que, dependendo da experiência do veterinário, pode ter um diagnóstico duvidoso.

Além disso, a ultrassonografia permite a identificação de alterações nos ovários, diagnosticando se o rebanho está apto para que biotecnologias reprodutivas possam ser implementadas (sincronização de cios, inseminação em tempo-fixo, transferência de embriões, entre outras).

Em rebanhos de corte, a possibilidade de se realizar o diagnóstico de gestação precoce em fêmeas submetidas à inseminação em tempo-fixo (IATF) permite ao produtor retirar as vacas prenhas do lote, reduzindo a carga animal dos piquetes destinados para acasalamento de repasse com touros. Esta prática permite ainda uma melhor assistência para as fêmeas que já conceberam, pois estas podem ser conduzidas a piquetes onde permaneçam com uma adequada condição alimentar.

Em propriedades altamente tecnificadas que realizam inseminação em tempo-fixo, a ultrassonografia para diagnóstico de gestação possibilita o descarte total dos touros, pois fêmeas diagnosticadas “vazias” podem ser ressincronizadas e inseminadas.

Para Luiz Pfeifer, a ultrassonografia demonstra ser uma ferramenta altamente viável e acessível para um bom manejo estratégico-reprodutivo, mas é preciso a utilização correta do equipamento.

“Com um diagnóstico preciso é possível buscar meios para solucionar problemas de ordem reprodutiva no rebanho, minimizando custos e proporcionando bom desempenho reprodutivo. No entanto, para a eficiência deste processo é importante o correto manuseio do equipamento pelo profissional, assim como uma interpretação correta dos resultados para tomadas de decisão”, enfatiza o pesquisador.



Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
renata.silva@cpafro.embrapa.br
(69)3901-2536

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