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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Doença de Aujeszky


A Doença de Aujeszky, também conhecida como pseudo-raiva, é uma enfermidade infecto-contagiosa que afeta suínos.

Sua etiologia foi descoberta no início do século XX e a primeira notificação que houve no Brasil, foi no ano de 1932. Esta doença é cosmopolita e possui grande importância na suinocultura, por representar grandes perdas econômicas em granjas de suínos, pois pode levar à altas taxas de mortalidade perinatal, e em animais mais velhos, perda de peso e problemas respiratórios.

O agente etiológico desta enfermidade é o Herpesvírus Suídeo 1 (SHV-1), pertencente à família Alphaherpesviridae, que possui como material genômico uma fita dupla de DNA. Mesmo sendo os suínos os hospedeiros primários deste vírus, ele pode também infectar outras espécies de mamíferos domésticos, como gatos, cães e bovinos. Nessas espécies, a doença resulta em uma encefalite aguda e fatal, deste modo, estes animais não são tão importantes na disseminação do vírus.

Após a entrada do vírus no organismo, este migra para os gânglios nervosos, podendo estabelecer uma infecção latente, tornando-se uma fonte de infecção viral durante toda a sua vida; pode também invadir o Sistema Nervoso Central.

Os sinais apresentados, predominantemente por suínos jovens, são neurológicos, apresentando uma taxa de mortalidade próxima de 100% em leitões que não possuem um sistema imunológico desenvolvido; apresentam também sinais respiratórios. Já nos animais adultos, os sintomas caracterizam-se por: febre, aborto, reabsorção fetal, dificuldade respiratória e, certas vezes, vômito. Quando o vírus ataca o sistema respiratório, há o surgimento de uma pneumonia.

A forma subclínica da doença pode surgir devido à presença de baixa quantidade de vírus no organismo, ou em conseqüência da baixa patogenicidade da cepa infectante. Ou seja, haverá a presença da infecção, mas não haverá a manifestação dos sinais clínicos característicos da doença.

O vírus pode também permanecer em estado de latência no organismo do animal. Isso ocorre quando, após uma infecção aguda, os animais tornam-se imunes ao vírus, excretando-o por um breve período, parando de excretá-lo após este tempo, sendo que ele permanecerá no organismo dos suínos. Em casos de baixa de imunidade, pode haver a reativação do SHV-1.
O diagnóstico pode ser clínico, baseado no histórico do animal, sinais clínicos e lesões. A confirmação é feita através de exames laboratoriais, como o isolamento viral e diagnóstico sorológico.

A profilaxia da doença é feita através da vacinação. Embora ela não impeça a excreção do vírus após o animal se infectar, possui a capacidade de proteger os animais contra as manifestações clínicas da doença, além de prevenir o estabelecimento da doença. Caso a enfermidade aconteça, ela tem a capacidade de reduzir disseminação do vírus.


Fonte: Infoescola   Autora: Débora Carvalho Meldau

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