terça-feira, 5 de julho de 2011

Bananas resistentes à sigatoka negra Cultivares Thap Maeo, Preciosa e Japira são recomendadas para o Estado do Acre


A principal doença que é capaz de comprometer a cultura da banana em todo o mundo é a sigatoka negra, caracterizada por estrias de cor marrom na folhas da bananeira, evoluindo para estrias negras. Para prevenir o problema, a Embrapa Acre desenvolveu três cultivares de banana resistentes à doença: Thap Maeo, Preciosa e Japira. Segundo Gilberto Costa, analista da Embrapa Acre, além de serem resistentes à sigatoka negra, elas não são atingidas também pela sigatoka amarela e pelo mal do Panamá.

Elas foram recomendadas pela Embrapa Acre para o Estado do Acre e pelo Centro Nacional de Mandioca e Fruticultura para a Bahia. Mas foram avaliadas em outras regiões além do Acre — afirma o analista.

De acordo com ele, essas cultivares exigem o espaçamento de 3 por 3, podendo haver variação para menos ou para mais em função do porte da cada uma delas. Além desse cuidado relativo ao espaçamento, o produtor deve também fazer uma análise de solo para avaliar as condições de fertilidade da área e adquirir mudas de qualidade. De preferência, mudas sadias produzidas em laboratório.

Deve-se ter cuidado também com as adubações de manutenção que são feitas com base nos resultados das análises de solo. Além disso, o produtor deve estar atento também à questão do desbaste, da desfolha e ao controle da broca da bananeira a partir do uso de iscas do próprio pseudocaule — orienta Costa.

Ele diz que o ciclo dessas cultivares gira em torno de 13 meses. A partir desse período, os produtores já começam a colher. Na hora da colheita, o produtor deve ficar atento ao estágio de maturação ideal, dependendo da finalidade da produção. Além disso, existem outros cuidados importantes. Por exemplo, não pode haver nenhum tipo de dano físico às frutas.

Já o custo de produção, varia muito em função de cada sistema utilizado pelos agricultores. No caso específico do Acre, em função de todas as análises econômicas e sistemas tradicionais utilizados pelos agricultores, a atividade é viável economicamente — garante.

O gerente explica que, no Estado do Acre, a banana é vendida de diversas formas. Ele conta que a maior parte da produção dos agricultores familiares ainda é vendida na forma de cacho, o que é uma prática desfavorável.

Enquanto que em outras regiões esse processo é feito com a comercialização com base no quilo, no Acre isso é medido por cacho, cujo preço médio gira em torno de R$4. O programa de compra antecipada do governo paga R$2,20 por quilo da banana, o que é um preço bastante interessante para os agricultores familiares, embora esse programa estabeleça limites de quantidade — afirma.
 

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Acre através do número (68) 3212-3400.

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