quinta-feira, 16 de junho de 2011

" Switchgrass " A planta que pode salvar o mundo


O álcool de celulose é considerado por muitos especialistas o futuro da bioenergia

Feito a partir de uma planta chamada switchgrass, uma gramínea de crescimento rápido comum nas grandes planícies dos Estados Unidos, este novo combustível é muito mais eficiente que o álcool de milho atualmente utilizado como alternativa à gasolina. Além de um estoque abundante de matéria-prima, álcool de celulose ainda pode gerar até 30% mais energia se comparado ao concorrente, além de ser mais barato de se produzir.

É uma das melhores relações custobenefício que se tem notícia, uma vez que a gramínea gera 80% a mais de energia do que a utilizada para seu plantio e conversão em combustível. Um ótimo negócio, ainda mais se levarmos em consideração que a switchgrass não tem qualquer utilidade atualmente, diferentemente do milho, que é uma dos principais componentes da alimentação humana e animal do mundo e cujo preço foi inflacionado em quase 100% no último ano por causa de sua utilização em larga escala na fabricação do etanol.

Além disso, seria impossível abastecer os Estados Unidos apenas com o álcool de milho. Os norteamericanos consomem nada menos que 132 bilhões de litros de gasolina por ano, mas querem substituir, até 2017, ao menos 20% deste montante por etanol. Com o milho seria totalmente inviável, mas com a switchgrass, não.

De acordo com o Departamento de Agricultura e Energia dos Estados Unidos, é possível cultivar de forma organizada mais de um bilhão de toneladas de planta sem o uso de qualquer tipo de agrotóxico.

Com as reservas mundiais de petróleo próximas do fim, os investimentos para o aperfeiçoamento da nova tecnologia já começaram. E não são nada modestos. Só a gigante petrolífera BP já doou mais de US$ 500 milhões às Universidades de Illinois e Berkley para pesquisas com combustíveis alternativos. O governo norte-americano também já destinou US$ 385 milhões para outras instituições, além de outros US$ 125 milhões aos centros de bioenergia espalhados pelo País.

Outro que também entrou de cabeça no negócio foi o mega-investidor indiano Vinod Khosla. Fundador da Sun Microsystems, Khosla hoje se dedica a angariar fundos para o desenvolvimento dos biocombustíveis, principalmente o etanol. Através da Khosla Ventures, o investidor já anunciou que deve injetar alguns milhões de dólares no projeto, certo de que investimento é garantido. De acordo com Khosla, em 25 anos a grande maioria dos automóveis será movida por combustíveis limpos.

No entanto, mesmo com todos estes recursos à disposição, ainda não foi possível produzir energia a partir da switchgrass a um preço competitivo, e por isso ainda não existem carros circulando com o novo combustível. Mas, segundo os especialistas, isso é apenas questão de tempo.


Fonte: Dinheiro Rural   Autor: Nicholas vital

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