domingo, 5 de junho de 2011

Leptospirose Bovina



A leptospirose bovina é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, com uma evolução freqüentemente inaparente ou com manifestação de abortamento, hematúria, anemia, icterícia e óbito. É uma zoonose, pois pode acometer o homem.

Agente etiológico

A Leptospira conta com duas espécies, uma patogênica (Leptospira interrogans), e outra apatogênica (Leptospira biflexa). A L. interrogans possui várias subespécies que são denominadas sorovares e as mais importantes para bovinos são a Leptospira pomona, Leptospira hicterohemorragiae e Leptospira grippotyphosa


Distribuição geográfica

Apresenta-se em países com criações extensivas, como Austrália, EUA, Canadá, América do Sul, Ásia Menor e Sudeste Asiático, assim como no Casaquistão.


Prevalência: alta nos rebanhos de bovinos.

Importância econômica e em saúde pública: perdas econômicas são relacionadas ao abortamento, bem como a infertilidade. Nos casos agudos, o prognóstico é desfavorável.

Hospedeiros: animais domésticos, silvestres e sinantrópicos.

Fatores predisponentes: presença de roedores; áreas inundadas; promiscuidade entre espécies; proximidade de córregos e lagos potencialmente contaminados.

Patogenia

A Leptospira penetra no organismo do bovino suscetível pela mucosa oral. Anemia e icterícia são sinais proeminentes na forma hemolítica aguda da doença. A urina apresenta-se com uma coloração vermelho-clara ou vinho do porto. Os rins apresentam lesões mais significativas na forma de infarto, provocando manchas no córtex.

CADEIA EPIDEMIOLÓGICA:

Fonte de infecção: doentes, portadores e reservatórios (roedores).

Vias de eliminação: urina e restos placentários.

Vias de transmissão: água, alimentos, fômites e leite contaminado.

Porta de entrada: pele e mucosas.

Suscetível: homem, animais domésticos e silvestres.

COMUNICANTES: animais domésticos expostos a animais silvestres, sinantrópicos e bovinos positivos ou originários de regiões endêmicas.

PROFILAXIA:

Medidas relativas às fontes de infecção: exames clínico e laboratorial para diagnóstico e posterior tratamento dos animais positivos; controle de roedores.

Medidas relativas às vias de transmissão: evitar o acúmulo de águas paradas e áreas inundadas; limpeza e desinfecção dos bebedouros e comedouros; fervura do leite antes do seu fornecimento; limpeza, lavagem e desinfecção de fômites.

Medidas relativas aos suscetíveis: vacinação; monitoramento por meio de provas sorológicas.

Medidas relativas aos comunicantes: quarentena para aplicação de provas laboratoriais e tratamento em caso positivo.


Autor(es):

Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
Professora Titular Emérita da FMVZ-USP e Consultora da CATI
Med. Vet. Luciano Martines
Med. Vet. João E. Volpi de Oliveira- EDR de Jales
Med. Vet. Silter Ap. de O. Fadel - EDR de Assis
Med. Vet. Ildemar C. Sanches - EDR de General Salgado
Med. Vet. Kléber B. de Godoy - EDR de Pindamonhangaba
Med. Vet. Marianne de Oliveira Silva - Cetate
marianne@cati.sp.gov.br

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