terça-feira, 21 de junho de 2011

Aplicativo Digital para Controle de Plantas Daninhas é Lançado pela Monsanto



“O manejo de plantas daninhas é encarado pela Monsanto dentro de uma visão mais ampla. Consideramos as culturas e coberturas que entrarão no sistema agrícola do produtor, o conhecimento do ciclo e da biologia das plantas daninhas, as tecnologias atuais disponíveis, as práticas culturais e as opções de herbicidas mais sustentáveis, econômicos e de menor impacto ambiental e na produtividade, buscando atuar na causa do problema de uma maneira preventiva e/ou corretiva.


O aplicativo tornará possível que o produtor sempre obtenha informações atualizadas sobre essas importantes questões”, declara Júlio Negreli, gerente de Estratégia da Monsanto e líder da iniciativa de soluções de manejo. “Acreditamos que a difusão de um único sistema, simples, que esteja de acordo com a recomendação dos principais pesquisadores do país e que ainda alie um custo competitivo, poderá ser executado facilmente pelo agricultor, com bons resultados no curto e no longo prazo.”

O aplicativo traz uma árvore de recomendações, que indica as ações ideais conforme a região, a cultura, a plantação de inverno e a cultura invasora. Por enquanto, o Sistema Roundup Ready Plus está disponível para o Sul Alto (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná) e Sul Baixo (Oeste do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul), mas, em breve, também trará recomendações para regiões produtoras do Cerrado. Além disso, o aplicativo traz a possibilidade de atualização imediata de informações como a previsão do tempo e as cotações dos produtos agrícolas, dados fundamentais para o dia a dia do produtor. O sistema estará disponível, dentro de alguns dias, para download gratuito na Apple Store.

Segundo Negreli, o objetivo da Monsanto é fazer a melhor recomendação técnica ao produtor, buscando sempre a longevidade da plataforma Roundup Ready e de todos os benefícios que ela oferece. “Queremos que o produtor adote um sistema que visa a eliminar o problema de resistência de plantas daninhas ou evitar que ele venha a ocorrer. A ideia é levar ao agricultor uma recomendação tecnicamente precisa, de forma que ele possa decidir, dentro de um sistema testado e aprovado, qual produto comercial ele prefere usar segundo o princípio ativo mais recomendado para a sua situação”, explica.


Práticas de manejo e resistência

Quaisquer plantas que se desenvolvam onde não são desejadas e que interfiram nas atividades do homem são consideradas plantas daninhas. Elas podem crescer, se desenvolver e se reproduzir nos diferentes ambientes agrícolas do Brasil e do mundo. Algumas delas apresentam necessidades semelhantes às plantas cultivadas nas lavouras, ocupando os mesmos ambientes e competindo pelos fatores que permitem o crescimento saudável e o desenvolvimento das plantações. Dessa forma, são um problema sério para a agricultura, afetando tanto a qualidade da colheita como a produtividade obtida em cada hectare. Por essa razão, precisam ser controladas.

Não só a existência de plantas daninhas gerais nos campos, mas principalmente o fenômeno da resistência nessas ervas podem levar a um problema maior: a dificuldade no controle e, consequentemente, o aumento no custo da lavoura – neste último caso, principalmente por conta da restrição ou inviabilização da utilização de determinado grupo de herbicidas, levando ao agricultor a utilização de produtos alternativos e/ou outras práticas agronômicas.

Boas práticas de manejo escolhidas, como rotação de culturas – quando apropriado - e plantio direto; controle mecânico, com capina manual, algo inviável em lavouras de grande extensão, e uso de arado, cujo resultado é prejudicial ao solo por provocar erosão, entre outros males, são algumas das alternativas de controle dessas plantas daninhas. Pela praticidade de manejo, capacidade de selecionar o alvo (folhas largas e estreitas) e sua “ação curativa”, já que outras práticas demandam maior tempo de uso, os herbicidas são a principal ferramenta utilizada pelos produtores para o seu controle.

“O problema é que o controle das plantas daninhas feito exclusivamente à base de herbicidas, a aplicação repetitiva de um mesmo produto ou de produtos com o mesmo mecanismo de ação durante diversas safras agrícolas; a adoção de doses abaixo das recomendadas em bula dos variados herbicidas; sistemas de produção que não contemplam a rotação de culturas, quando necessário, e herbicidas; pequena utilização de controle mecânico de plantas daninhas ou a não eliminação dos escapes de controle dos herbicidas, bem como a não utilização de seqüência de herbicidas para controle de plantas daninhas em uma cultura, cumulativamente fizeram com que algumas plantas daninhas se tornassem resistentes”, explica o gerente da Monsanto.

 “A característica de resistência a um determinado herbicida já existe naturalmente em qualquer população de plantas, devido a sua variabilidade genética, porém em uma freqüência muito baixa. Nesses casos, o herbicida tornou-se o agente selecionador desses indivíduos resistentes, por ter sido usado de forma não associada às boas práticas agrícolas”, esclarece Negreli.


Fato natural ocorre em todo mundo

As primeiras plantas daninhas resistentes a herbicidas foram selecionadas com a utilização intensiva e como única ferramenta de manejo dos herbicidas. Os primeiros relatos de resistência de plantas daninhas aos herbicidas, especificamente inibidores de ALS (latifolicidas), ocorreram na década de 1990. O primeiro caso de planta daninha resistente ao Roundup (glifosato) levou aproximadamente 25 anos para ser registrado no Brasil, aparecendo em 2003 com a planta daninha Lollium Multiflorum (Azévem).


 “Desde então, a Monsanto, junto com pesquisadores especialistas na área, desenvolveu trabalhos com o objetivo de nortear o manejo dessa planta daninha”, afirma Negreli. Atualmente, os registros de plantas daninhas em solo nacional são de reportes realizados com três espécies: azevém (Lolium multiflorum), buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis) e o capim amargoso (Digitaria insularis).


Ações que reduzem risco de resistência

O manejo de plantas daninhas em uma propriedade deve ser levado em consideração em longo prazo, por meio de um sistema integrado de controle de produção que envolva métodos culturais, físicos, mecânicos, químicos, além de outros. Portanto, é necessário alterar constantemente as práticas normalmente utilizadas para o controle de plantas daninhas, visando evitar ou retardar o aparecimento de resistentes.


As principais recomendações são:

• Evitar deixar áreas em pousio: 70 a 80% das plantas daninhas que infestarão a próxima cultura de verão são produzidas nesse período.

• Implantar culturas de inverno que permitam utilizar herbicidas com diferentes modos de ação.

• Implantar culturas de cobertura para plantio direto. Solo com boa cobertura vegetal não deixa espaço para as plantas daninhas.

• Caso a área fique em pousio, realizar manejo de pós-colheita, evitando deixar que as plantas daninhas dominem a área e produzam sementes.

• Rotacionar culturas e herbicidas, principalmente em áreas onde há risco ou já tenha estabelecido algum biótipo resistente.

• Utilizar sempre a dose recomendada no rótulo do herbicida.

• Para culturas RR, realizar corretamente dessecação pré-plantio e plantar no limpo.

• Seguir as recomendações de bula e as boas práticas agrícolas.

Indicações para quem enfrenta o problema


Por meio do Sistema Roundup Ready Plus, a Monsanto recomenda aos produtores que enfrentam problemas de resistência de plantas daninhas:


1. Manejo apropriado dos herbicidas

- Utilizar herbicidas com pouca atividade residual no solo;

- Otimização da dose, época e número de aplicações;

- Minimizar a aplicação de herbicidas específicos, evitando o uso contínuo de produtos com o mesmo mecanismo de ação;

- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferenciados;


2. Rotação de culturas, quando apropriado;


3. Monitoramento após aplicação dos herbicidas;

- Monitorar manchas de plantas daninhas com padrão diferente com problemas de aplicação;

- Eliminar focos iniciais de resistência (evitar produção de sementes);


4. Utilizar práticas não químicas que objetivem o fortalecimento da capacidade competitiva da cultura, representada pelo seu rápido estabelecimento e desenvolvimento;


5. Prevenção da disseminação de sementes por meio do uso de equipamentos limpos e sementes certificadas, entre outros.


“O compromisso da Monsanto é melhorar a vida dos agricultores, ajudando-os a produzir mais, conservando os recursos naturais. Auxiliamos nossos clientes a obter o máximo de vantagens e benefícios das tecnologias e produtos por nós disponibilizados. O Sistema Roundup Ready Plus é um exemplo”, finaliza Antônio Smith, diretor de Proteção de Cultivos da Monsanto.



Agricultores de todo o país podem conhecer mais sobre o Sistema Rounduo Ready Plus pelo site:
www.roundupreadyplus.com.br

As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto

0 comentários

Postar um comentário