segunda-feira, 16 de maio de 2011

Micotoxicose na Bovinocultura Leiteira




As micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos. Os fungos estão distribuídos por todo o mundo e as micotoxinas podem ser encontradas em diversos alimentos concentrados (rações) e volumosos (silagens), consumidos com freqüência por vacas leiteiras. Em climas tropicais e subtropicais, como o nosso, o desenvolvimento fúngico é favorecido por vários fatores como, umidade e temperatura.

Este crescimento fúngico e a produção de micotoxinas podem ocorrer nas diversas fases do desenvolvimento, maturação, colheita, transporte, processamento ou armazenamento dos grãos. Por isso, a redução da umidade dos cereais através da secagem é de fundamental importância para reduzir os níveis de contaminação.
 Existem várias micotoxinas, mas as principais para a nossa região podem ser divididas em dois grupos:

- As Aflatoxinas, produzidas por fungos do gênero Aspergillus como A. flavus e A. parasiticus;
- As Fusariotoxinas, que possuem como principais representantes a Zearalenona, as Fumonisinas, e os Tricotecenos (DON e T-2), produzidas por diversas espécies do gênero Fusarium;

Geralmente, os níveis de contaminação nos alimentos estão baixos, e os prejuízos estão associados a perdas subclínicas, que causam queda na produção leiteira, ao aumento na incidência de doenças e baixo desempenho reprodutivo. Em alguns casos, as concentrações de micotoxinas nos alimentos (rações e volumosos) são suficientemente altos para causar graves problemas, inclusive morte.

O diagnóstico de micotoxicoses é difícil, pois estas causam sintomas inespecíficos, a amostragem e análise da dieta total são fundamentais, e ocorrem interações com outros fatores de estresse. Entretanto, micotoxinas devem ser sempre consideradas como possível fator causal quando existem problemas sem causa identificada.

Em termos gerais, os sintomas das micotoxicoses em bovinos leiteiros variam dependendo da micotoxina envolvida e da interação com outros fatores de estresse. A categoria de animais mais "estressados", como vacas no pico de lactação, são mais afetadas, principalmente devido à supressão do sistema imune. Os sintomas podem não ser específicos. Eles podem incluir: redução de produção, redução do consumo de alimentos, diarréia intermitente, pêlos opacos e com aspecto arrepiado, redução da performance reprodutiva; incluindo ciclos estrais irregulares, mortalidade embrionária, demonstração de cios por vacas prenhas e redução da taxa de concepção.

Existe geralmente um incremento na incidência de doenças como, deslocamento de abomaso, cetose, retenção de placenta, metrite, mastite e fígado graxo. Vacas que não respondem bem a os tratamentos veterinários, também são relatos comuns.
Um aspecto interessante das Aflatoxinas, em especial da Aflatoxina B1, que além de causar danos diretos a os animais com a sua ingestão ela também passa via leite, através do seu metabolito Aflatoxina M1, contaminando o leite de animais que são expostos a essa micotoxina.



A Nutrifarma e a Special Nutrients em parceria com o Instituto Samitec de Santa Maria - R.S., avaliou a eficiência do Aditivo Anti Micotoxinas (AAM) Toxfree MilkPower,  em reduzir a taxa de passagem da Aflatoxina M1 através da adsorção das Aflatoxinas que estavam presente nas dietas experimentais.

Foram utilizadas 24 vacas em lactação para executar este experimento, elas foram divididas em 4 tratamentos com 6 repetições. Foi avaliada a taxa de passagem da Aflatoxima M1 e o efeito do Toxfree MilkPower frente a contaminação experimental. O Toxfree MilkPower reduziu significativamente os níveis de aflatoxina M1 no leite, em comparação aos animais que receberam somente aflatoxonas na dieta, mais de 70%.

A prevenção é a principal ferramenta adotada para reduzir os prejuízos causados pelas micotoxinas. A utilização de matérias primas de boa qualidade na composição das dietas é o primeiro passo para um rebanho mais saudável. A utilização de AAM, com ação comprovada, tem se tornado a principal alternativa.

A utilização de AAM como o Toxfree MilkPower, na dosagem de apenas 30 a 60 gramas/vaca/dia, dependendo do grau de desafio, se mostrou uma prática de manejo eficiente na redução dos ricos de perdas causadas pelas micotoxinas e aumentando a rentabilidade do rebanho leiteiro.


Fonte: Jonas Bordignon  (Médico Veterináro, Nutrifarma)

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