sexta-feira, 25 de março de 2011

Norma altera procedimento para entrada de aves de um dia no Brasil



Os requisitos e procedimentos adotados para o ingresso de aves de um dia de vida e de ovos férteis no Brasil sofreram uma pequena mudança nesta terça-feira (22/03). A nova medida, publicada no Diário Oficial da União, prevê que uma amostra desses animais desembarcados no país seja encaminhada ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) mais próximo para sacrifício e coleta de sangue e de órgãos para análise.

Anteriormente, a regra determinava a realização do procedimento no local da chegada. “Os aeroportos não dispõem de infraestrutura para a realização de necropsia e coleta de amostras e isso dificultava o trabalho. Agora, o sacrifício e a coleta serão realizados em ambientes adequados, com a biossegurança necessária para o procedimento e pessoal devidamente treinado”, informou a chefe da Divisão de Transporte Internacional do Ministério da Agricultura, Luna Lisboa Alves.

As aves de um dia são examinadas clinicamente por um fiscal federal agropecuário no ponto de ingresso. Depois, 20 amostras são enviadas ao laboratório oficial em caixas lacradas, de primeiro uso. Segundo Luna Lisboa, o transporte das aves será realizado em tempo reduzido devido à proximidade entre o aeroporto e o Lanagro, e todas as medidas vão minimizar o risco de introdução e disseminação de agentes de doenças no país.

O restante da
Instrução Normativa nº 14 permanece com as mesma regras anteriores, com o procedimento para ovos férteis inalterado. Deverão ser coletadas 30 unidades do lote importado provenientes da mesma propriedade de origem. O material deve ser devidamente identificado, lacrado e remetido ao laboratório oficial para a realização dos exames requeridos.

O Ministério da Agricultura determina que todo material genético importado seja submetido à coleta de amostras para realização de exames laboratoriais. Os diagnósticos são feitos para verificar a presença da bactéria salmonella e outras doenças importantes para a saúde pública e animal, como a Influenza Aviária e a doença de Newcastle. A medida tem como finalidade a detecção precoce de possíveis agentes de doenças exóticas e emergenciais, cuja introdução causaria grande prejuízo econômico ao setor avícola brasileiro.



Fonte: Globo Rural e MAPA

0 comentários

Postar um comentário