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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Secagem Correta de Vaca leiteira



Realizando a secagem

O processo de secagem da vaca deve ser abrupto. Uma estratégia que pode ser utilizada é, 15 dias antes da secagem, reduzir a produção de leite da vaca fornecendo uma dieta com menor densidade energética (dieta do lote de menor produção da fazenda). Em seguida, deve-se secá-la de maneira abrupta, para que o desafio pós secagem ocorra somente uma vez.
A secagem deve ser realizada da seguinte forma:

1 – Realizar ordenha completa da vaca.

2 – Desinfetar a ponta do teto com toalha desinfetante ou algodão embebido em álcool 70%, sendo necessário utilizar um para cada teto.

3 – Aplicar o antibiótico intramamário de vaca seca, em todos os tetos. É importante que se utilize bisnagas de cânula curta, pois a cânula longa pode introduzir mais profundamente na glândula mamária bactérias que possam ter contaminado a cânula. Caso seja necessário o uso da cânula longa, inseri-la parcialmente.

4 – Massagear o teto no sentido do úbere para que o antibiótico alcance mais facilmente o interior do úbere.

5 – Realizar o pós-dipping.

6 – Identificar animal como seco e direcionar ao grupo dos animais que não estão em lactação.

7 – Nas 3 primeiras semanas após secagem estes animais devem ser monitorados pelo menos 3 vezes por semana, para avaliar se há presença de mastite clinica. 


Observações finais

Considerando a mastite contagiosa, o período seco associado a terapia de vaca seca constitui momento único para a eliminação de infecções crônicas e redução significativa desses agentes no rebanho. A terapia de vaca seca é altamente eficaz contra S. agalactiae, mas taxas de cura de S. aureus são menores e mais variáveis com relatos de 20 a 85% de cura. Mas a terapia de vaca seca é mais eficiente na eliminação de infecções por S. aureus do que o tratamento durante a lactação.

Em relação aos agentes ambientais, novas infecções por Streptococcus ambientais são significativamente reduzidas ao início do período seco, mas os efeitos em infecções por coliformes ou em infecções no período pré-parto são praticamente inexistentes. Alguns motivos para isso são que as formulações contendo antibióticos não persistem até o período pré-parto e não são, geralmente, formuladas tendo como alvo os agentes gram negativos. Grande cuidado deve ser exigido no momento da infusão do medicamento através do canal do teto, pois em condições não assépticas, agentes ambientais resistentes a antibióticos podem ser inadvertidamente lançados através do canal do teto.

Monitorando o status de infecção pós-parto

A eficácia é avaliada a partir da porcentagem de vacas que estão parindo sadias, ou seja, com contagem de células somáticas abaixo de 200.000 cel./mL através da análise eletrônica, ou negativa no CMT, em relação à secagem. Deve ser avaliada uma semana após o parto. Através deste número é possível avaliar o procedimento de secagem de vacas, bem como a eficácia do antibiótico de vaca seca, além da ambiência do grupo de vacas pós secagem e maternidade. O desejável é ter no mínimo 70% dos animais parindo sadios.




Fonte: Reahgro   Autora: Patrícia Vieira Maia. Médica Veterinária. Especialista em Pecuária Leiteira

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