domingo, 20 de fevereiro de 2011

Produção de arroz BRS Sertaneja se destaca em 2010



No ano de 2010 os agricultores dos Estados do Mato Grosso, Maranhão e Rondônia tiveram o que comemorar com a produção de arroz BRS Sertaneja, uma cultivar de arroz de terras altas (sequeiro) desenvolvida pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o levantamento realizado pela Kleffmann Group, instituição de consultoria agrícola, com sede na Alemanha, em 2010 o produtor de arroz BRS Sertaneja obteve maior rendimento, em razão do incremento de 16 sc. de 60 kg/ha. Segundo o instituto, estima-se que a cultivar BRS Sertaneja ocupa 19% do mercado total de arroz de terras altas, nos Estados de Mato Grosso, Maranhão e Rondônia.

A partir dessas informações, cruzou-se com os dados conjunturais da produção do arroz obtidas pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do IBGE (2009), que considera a área colhida com o arroz de terras altas no Brasil em 1,4 milhões de hectares, sendo a área colhida nos Estados para onde a BRS Sertaneja foi indicada (Minas Gerais, Goiás, Pará, Roraima, Piauí e Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Rondônia) de praticamente 1,3 milhões de hectares.

De acordo com os dados pesquisados, estima-se que, dentre estes valores, cerca de 244 mil hectares foram colhidos com a BRS sertaneja no Brasil no ano passado, o que resulta uma maior multiplicação para grãos que podem ter reflexos positivos nos anos seguintes.Um outro dado indica que, só com a BRS Sertaneja, o agronegócio do arroz de terras altas no Brasil obteve, um incremento de 960 kg/ha, na produtividade em relação a outras cultivares, neste mesmo ano.

Desta forma, considera-se que com o incremento obtido em produtividade e a sustentação dos custos de produção, comparada a 2009 e a relativa estabilidade do preço do arroz recebido pelos produtores corroborou para que o benefício econômico nacional da BRS Sertaneja girasse em torno de 88 mil reais em 2010, ou seja, praticamente 50 mil dólares americanos.
Um outro fator, também importante, é que essa cultivar foi desenvolvida com a participação de 70% da pesquisa da Embrapa. Os produtores rurais no ano passado foram mais beneficiados economicamente, com a BRS Sertaneja devido ao incremento positivo obtido em produtividade, que favoreceu um adicional de 7% na rentabilidade, em relação a 2009, mesmo com a depreciação no preço da saca de 60 quilogramas do arroz, a qual passou de R$39,00 (2009) para R$ 38,00 (2010).

Segundo o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Wander, estes resultados podem melhorar ainda mais nos próximos anos, caso esta adoção da tecnologia continue expressiva, gerando fluxos de benefícios que poderão aumentar ainda mais a taxa interna de retorno (TIR) e o valor presente líquido (VPL) do desenvolvimento desta cultivar de arroz de terras altas, refletindo ainda mais na renda e no desenvolvimento dos pequenos produtores familiares que são responsáveis por 34% da produção nacional de arroz.


Fonte:  Hélio Magalhães ( 4911 MTb/MG)
             Embrapa Arroz e Feijão
             Contatos.: (62) 3533-2108

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