segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nova Variedade de cana: mais sacarose e resistência às pragas




Duas novas variedades de cana foram desenvolvidas no Centro de Tecnologia Canavieira de Piracicaba (CTC), interior de São Paulo. No início é difícil identificar porque elas são diferentes, mas com orientação técnica é possível saber que a elas têm os gomos mais longos e o diâmetro do fruto é maior do que o normal, mas a proposta dos cientistas vai além das características físicas.

"A gente agregou mais sacarose nessas duas variedades para iniciar a safra nas regiões do centro-sul com teor de sacarose maior do que a gente alcança hoje, na área comercial das usinas", explica o coordenador de pesquisa do CTC, Arnaldo José Raizer.

Raizer conta que para chegar neste resultado foram dois anos de pesquisas nos laboratórios do CTC. As descobertas ganharam o nome de CTC 21 e CTC 22: "Essa matéria é muito resistente à doenças, principalmente à ferrugem alaranjada que entrou há um ano no país. A gente já está colocando dois materiais altamente resistentes para substituir algumas variedades que estão no mercado e apresentam a ferrugem".

Fernando Palma é agrônomo e começou a plantar as variedades na fazenda em Araras, interior de São Paulo, há dois anos. Apesar de ainda não ter o resultado em escala de produção para usina, já foi possível comprovar a resistência contra pragas.

"Na safra passada a gente teve experiências com a ferrugem laranja que atacou algumas variedades e nessa não tivemos nenhum problema com essa doença", fala Palma.

Além de produzir mais e resistir à pragas recentes, as duas variedades se destacam ainda pela adaptação em diferentes regiões do Brasil e essa é uma característica importante já que o país apresenta muitas variações de clima e de geografia nos ambientes de produção.

"Esses materiais se mostraram bem adaptados, principalmente no centro-sul, na área canavieira do país", conta Raizer.

Quando as variedades já estiverem com produção em larga escala cientistas e produtores preveem valorização da cana brasileira diante de outros mercados.

"A expectativa da usina em relação a essa variedade é que tenhamos um material precoce, que a gente possa cortar no início de safra, com uma grande quantidade de açúcar e adaptados a colheita e plantio mecânico", diz Palma.



Fonte: EPTV

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