quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Adubação na cultura da mandioca




Orientações sobre análise de solo auxiliam a escolha do melhor método de adubação

O solo e as plantas formam um sistema onde os elementos são constantemente removidos da fase sólida do solo e acumulados nas plantas. Ao mesmo tempo as plantas, na sua decomposição, depositam nutrientes que retornam para a fase sólida do solo compondo um sistema dinâmico.

Um adubo qualquer aplicado ao solo, primeiramente, entra em contato com a fase sólida do solo e passa para a solução. Posteriormente, o elemento presente no adubo entra na planta através das raízes e desloca-se para a parte aérea. O adubo não é absorvido diretamente pelas plantas, necessitando ser solubilizado no solo.


Análise de solo
Um aspecto importante que poderá orientar a necessidade de adubação é a análise de solo. Porém, um detalhe que precede a análise no laboratório, de vital importância, é a coleta adequada das amostras de solo. Uma coleta de amostra incorreta pode comprometer toda a análise.

Calagem
A mandioca não necessita de grandes quantidades de calcário para obter boas produtividades existindo diferenças na quantidade devido ao tipo de solo e o seu manejo. A quantidade a ser utilizada será calculada mediante os resultados da análise de solo, devendo o produtor consultar um técnico capacitado para tal. O excesso de calagem é mais prejudicial que a falta desta para a cultura da mandioca.



Adubação com nitrogênio
A aplicação de nitrogênio na cultura da mandioca não tem propiciado aumento de produtividade de raízes. Portanto o nitrogênio deverá ser aplicado somente em casos de deficiência visual extrema durante o desenvolvimento inicial das plantas, na quantidade máxima de 100 kg/alqueire de nitrogênio, 40 a 60 dias após a brotação das mudas. Como fonte de nitrogênio evitar o uso da uréia, principalmente em solos arenosos.

Adubação com fósforo e potássio
A adubação com fósforo e potássio deve ser feita seguindo os resultados obtidos na análise de solo. As adubações com fósforo poderão ir de 400 a 1.000 kg/alqueire e para o potássio de 150 a 650 kg/alqueire, dependendo da fonte que será utilizada bem como o teor do elemento presente no adubo. A adequada recomendação da quantidade de fósforo e potássio a ser aplicada deverá ser feita por técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos mediante o uso dos resultados da análise de solo

Respostas à adubação
A resposta da cultura da mandioca à adubação dependerá dos teores iniciais dos nutrientes presentes no solo. Quanto menores os teores dos nutrientes, maiores as chances de resposta devido à adubação.
O resultado da adubação também dependerá da qualidade da rama utilizada, da variedade de mandioca, da época de plantio, do espaçamento, do controle adequado das pragas e das plantas daninhas. Ou seja, a adubação de forma isolada pouco resultará no incremento da produtividade.


Época da Aplicação

A época de aplicação dos fertilizantes é importante devido a mobilidade dos elementos e ao tipo de solo.
O fósforo deve ser aplicado todo no sulco de plantio. Este elemento é muito pouco aproveitado se for aplicado em cobertura.
O potássio pode ser aplicado no sulco de plantio e em cobertura. Em solos arenosos é recomendável que o potássio seja aplicado em cobertura. Em solos mais argilosos o potássio pode ser parcelado devido às menores perdas por lixiviação.
Quando o teor de potássio no solo estiver muito baixo recomenda-se a aplicação da metade da dose no sulco de plantio e o restante em cobertura seja o solo argiloso ou arenoso.
No sulco de plantio, evitar o contato das mudas com o adubo principalmente os formulados que contêm potássio e nitrogênio.


Fonte: ABAM

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