terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Abras defende a Isenção de PIS e Cofins para a Cadeia da Carne



A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima aumento de, no mínimo, 8,97% no preço da carne suína e de aves em 2011. A previsão tem por base a nova regra tributária determinada pelo governo, que isentou os frigoríficos do recolhimento de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Para Sussumu Honda, presidente da Abras, o consumidor que, em virtude do aumento de preço da carne bovina, passou a aumentar a participação das carnes de frango e suína em suas compras terá mais uma vez dificuldade em adquirir o produto.


“Na nossa cesta dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados, as carnes representam quase 15% do valor. Essa participação é muito alta e deverá pressionar os índices de inflação”, afirma, em nota.

“O que defendemos é a desoneração de toda a cadeia. Ao isentar apenas uma parte dela, o governo deixa o ônus somente para o varejista. Já vimos esse filme antes”, diz Honda, referindo-se à carne bovina, que foi submetida à mesma regra em dezembro de 2009.
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o preço da arroba do boi teve uma alta acumulada de 33,5% no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2011, enquanto que o preço da carne praticado pelos supermercados apresentou um aumento acumulado de 26,8%, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto alemão GFK.


Em outubro de 2010, mês que o preço da carne atingiu o seu pico, a arroba do boi variou 20,2% (na comparação com o mês anterior), ao passo que nos supermercados, esta variação foi de apenas 3,5%, segundo a Abras. “Já absorvemos o que era possível. Além do custo da produção repassado pelos frigoríficos, arcamos com a incidência de tributos de toda a cadeia, o que onerou a carne bovina em 6,12%. Apesar dos aumentos, repassamos o mínimo ao consumidor, que agora, com as regras estendidas também às carnes de aves e de suínos, ficará sem a alternativa”, avalia Honda.


Fonte: Globo Rural

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