sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Framboesa-dourada



Surgida a partir de uma mutação natural, a variedade amarela da framboesa, popularmente conhecida como dourada, está se transformando em um hit de sucesso - tanto no Brasil como no mercado internacional. Produzida em escala comercial há mais de quinze anos no Chile e nos Estados Unidos, a nova variedade aportou em solo brasileiro há três anos e desde então tem mercado garantido.

O plantio da framboesa-dourada, cujo sabor é um pouco mais azedo que a variedade tradicional, cresce no rastro das frutas vermelhas. "Trata-se de uma fruta fina e exótica que tem sido bastante apreciada", diz. O próprio agrônomo está ampliando a área de cultivo de um para três hectares, em função da excelente demanda. "Hoje tenho 20% de dourada, mas com as ampliações que estou fazendo esse índice vai saltar para 50%".

Pela mutação natural à que foi submetida, uma determinada variedade de framboesa deixou de desenvolver o gene responsável pela produção de antocionina, que dá cor vermelha à fruta. "Trata-se, portanto, de uma fruta albina", atesta o agrônomo, atualmente o único fornecedor de mudas dessa variedade exótica, por meio do Viveiro Frutopia. "As mudas da variedade dourada são comercializadas por 25 reais a unidade. Já as da framboesa-vermelha saem por 2 reais a unidade".

O investimento compensa. Segundo Ismael, o quilo da vermelha é comercializado pelo produtor a 10,50 reais e chega ao consumidor final oscilando entre 80 e 150 reais, dependendo da época do ano. Já o quilo da amarela é vendido a 12,50 reais e chega aos supermercados por 200 reais.

Ambas as variedades demandam os mesmos tratos culturais. "São plantas rústicas, mas que exigem cuidados diários, uma vez que as frutas são delicadas. É uma atividade indicada ao pequeno produtor", conta. Os custos de produção de um quilo de fruta se situam em 4 reais. Segundo cálculos do agrônomo, uma estufa de 1.000 metros quadrados de framboesa rende por ano 40 mil reais ao produtor. "Hoje, 99% da produção ainda é vendida congelada para a confecção de sucos e geleias e apenas 1% é comercializada in natura."


Fonte:  GLOBO RURAL - Texto: Luciana Franco

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