terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sistema de Integração Avícola Empresa Sadia




Os integrados da empresa recebem a denominação de cabeça, média ou cola. Os avicultores “cabeças” representam os 25% melhores das regiões em termos de resultados de conversão, e os avicultores “colas” os 25% piores.
Em relação ao sistema de integração avícola da Sadia, muito esforço, dedicação e trabalho tem sido empregados para aprimorar o sistema de produção e gerar resultados satisfatórios tanto para a empresa quanto para o avicultor.

O sistema integrado tem quatro objetivos básicos, a saber:

• Garantir ao criador rendimento definido, lote após lote, ficando livre das oscilações de mercado, em que, às vezes, o preço de vendas não cobre os custos de produção;
• Propiciar um rendimento em escala em todo o sistema, não seccionando os lucros para o segmento de pintinho, ração ou frango;
• Melhorar o padrão de qualidade em todos os segmentos da cadeia, ou seja, criação das matrizes, incubação, produção de pintinhos, produção de ração, criação de frango, abate e comercialização da carne;
• Permitir a produção em escala, a fim de que a empresa possa produzir com competitividade, qualidade e volume de produção, que permitam agregar valor ao frango e competir no mercado internacional de carne de aves.

A produtividade ideal para frangos de corte só pode ser obtida quando a ave estiver submetida a uma temperatura ambiente adequada, com o menor desperdício de energia, seja para compensar o frio, como o calor. Quando os fatores combinados de temperatura e umidade relativa ultrapassam os limites da faixa de conforto ambiental, denominada de zona termoneutra, sua habilidade de dissipar calor é altamente reduzida.



Quando se busca um sistema de climatização (aquecimento ou refrigeração) adequado, deve-se levar em conta aspectos como: biológico, técnico, climático e econômico. Os limites estabelecidos serão as respostas a limites críticos de exposição, seja a frio seja a calor, das aves nas várias fases de produção, expostas a diferentes graus de ventilação e nebulização ou diferentes temperaturas, sempre levando em conta a sensação de conforto térmico da ave.

Entre as principais razões para ventilar o galpão de aves podemos citar:

• Remoção do excesso de calor e gases;
• Remoção do excesso de umidade;
• Diminuir a concentração de poeira;
• Fornecer O2 necessário a respiração.


Durante os primeiros dias de vida recomenda-se a utilização de pontos auxiliares de ração com uso de papel de consistência áspera, para os pintinhos ouvirem o barulho do caminhar dos outros e aprenderem a ir comer e beber, bem como o uso de bandejas, tiras de cortina ou bolsas de ráfia. Após o quarto dia de alojamento estes podem ser retirados, porém, é de fundamental importância a limpeza e manutenção destes materiais.


Práticas recomendadas quando a temperatura do galpão estiver acima do recomendável (de acordo com a fase de vida da linhagem):

• Abrir as cortinas e ligar os exaustores;
• Ligar o sistema de nebulização;
• Ligar os ventiladores;
• Ligar o sistema de resfriamento (pad cooling);
• Desligar o sistema de aquecimento.

Para temperaturas abaixo do recomendado:

• Subir a cortina e desligar os ventiladores;
• Ligar aquecedores a gás ou lenha;
• Deixar apenas o sistema de ventilação no mínimo;
• Desligar os nebulizadores;
• Regular o exaustor para puxar o ar com menor velocidade.


COMEDOUROS

A principal função do comedouro é permitor o acesso a ração para as aves em quantidade e qualidade durante o período de criação para a melhoria da conversão alimentar e do ganho de peso diário.
Sabendo-se que, no momento, 70% ou mais do custo de produção do frango está na ração e que a conversão alimentar é um dos principais fatores de custo e remuneração dos produtores de frango, logo há que se considerar vital a qualidade e o manejo desses equipamentos.
O tipo de prato é bastante variado e muitos deles possuem grades com finalidade de reduzir o desperdício e manter a ração mais limpa. Recomenda-se 1 comedouro tubular ou automático para 45 à 60 aves do início do lote até o fim.


BEBEDOUROS

Em relação aos bebedouros podemos encontrar vários tipos no mercado como: bebedouros infantis, calhas, ainda existentes em algumas regiões; no entanto o predomínio é dos bebedouros pendulares e nipples, que serão analisados.

Bebedouros pendulares – São vários os fabricantes desses equipamentos no país. Acredita-se que bebedouros com contrapeso reduzem a umidade da cama, uma vez que resistem mais ao balanço provocado pelo choque das aves.

Bebedouro Nipple – Reduz a mão-de-obra, a qualidade da água é melhor, evita contaminações, excelente para programa de vacinações. Recomenda-se 1 nipple para 25/30 aves.

É importante observar a regulagem do bebedouro de acordo com a fase de vida da ave. No bebedouro pendular recomenda-se no primeiro dia de vida da ave 0,5cm abaixo da borda da asa, e da primeira semana em diante recomenda-se a borda do bebedouro alinhado com a base da asa das aves (AGROMARAU, 2007). No primeiro e no segundo dia o bebedouro deve estar na altura do olho, e a partir da primeira semana respeitar uma angulação da cabeça de aproximadamente 45°.

Biossegurança

O Programa de Biosseguridade é composto por um conjunto de medidas e procedimentos de cuidados com a saúde do plantel aplicados em todas as etapas da criação, em interação com os diversos setores que compõem o sistema produtivo. Tem como objetivos, diminuir o risco de infecções, aumentar o controle de higiene nos plantéis, minimizar a contaminação do ecossistema e resguardar a saúde do consumidor final do produto (INALDO et al., 2003). A adoção dos procedimentos para a implantação do programa requer um elevado grau de conscientização de todas as pessoas envolvidas no processo de produção, uma vez que pequenos detalhes são importantes para o sucesso no controle da saúde do plantel.

Dentre os principais fatores a considerar, destacam-se:

  • Monitorias sanitárias periódicas;
  • Aquisição de pintos de boa qualidade;
  • Controle do acesso de pessoas e visitantes;
  • Controle da qualidade da água;
  • Controle de roedores, insetos e cascudinhos;
  • Utilização de EPI’s (Equipamento de Proteção Individual);
  • Tela nos aviários e isolamento da granja;
  • Limpeza e desinfecção da granja;
  • Eliminação de aves mortas e deposição em compostagens;
  • Rodolúvio, pedilúvio e higienização do local.

MANEJO DE INTERVALO DO LOTE


Manter a cama em condições ideais ao longo do ciclo de produção de frangos de corte é um desafio, em função de todos os fatores que interferem com sua qualidade. A granja de frangos de corte deve possuir um local para depósito de cama nova. Esse depósito deve ser seco e bem ventilado e não permitir o acesso de animais domésticos. Além disso, há necessidade de se fazer o controle de roedores, onde deve abranger toda a propriedade (PAGANINI, 2004).


O material para a nova cama deve ser levado ao galpão previamente limpo e desinfetado com alguns dias de antecedência ao alojamento dos pintos, permitindo assim a instalação dos equipamentos e preparação para a chegada dos pintos.
A altura da cama, quando se usa um material com boa capacidade de absorção, como a maravalha, deve ser de no mínimo 8cm para lotes criados em densidade normal, dependendo da época do ano.









Fonte: Ricardo Ribeiro (TCC)

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