quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Por que usar IATF em rebanhos leiteiros?


A necessidade de alta produção de leite e bezerros é fundamental para que a granja leiteira sobreviva e seja capaz de gerar lucros no mercado competitivo atual. Isso somente é possível se a eficiência reprodutiva do rebanho for otimizada pela IATF. Desta forma, busca-se diminuir o intervalo entre parto (IEP) e aumentar a proporção de animais em lactação, além do número de bezerros produzidos por ano.


PRINCIPAIS VANTAGENS DA IATF:


DISPENSA A OBSERVAÇÃO DE CIO.

Muitas das vacas em cio não são inseminadas por falhas de detecção. Isto gera aumento da média de intervalo entre partos, aumento do intervalo entre lactações e diminuição do número de bezerros produzidos por ano. Além disso, existem outras falhas como a inseminação de vacas que não estão em cio, ou que já estão em momento desfavorável, o que provoca desperdício de sêmen.


DIMINUIÇÃO DO INTERVALO ENTRE PARTOS.

As vacas leiteiras têm um período de recuperação pós-parto difícil, pois além da recuperação natural do aparelho genital e corporal, ainda têm a alta produção de leite como agente complicador (balanço energético negativo), o que pode gerar períodos bastante longos entre o parto e a nova concepção.
Desta forma, com a possibilidade de inseminar as fêmeas mesmo em anestro, há diminuição de custos de manutenção, pela redução do período ocioso das vacas do rebanho.


AUMENTO DA PRODUÇÃO DE LEITE.

É um efeito reflexo da diminuição do intervalo entre partos, conseqüentemente o período seco do animal será menor. Numa propriedade onde o IEP é de 18 meses e, hipoteticamente, consegue-se reduzir para 12 meses, temos uma lactação a mais a cada período de 3 anos, ou seja, 50% de aumento de produção leiteira por ano, só devido ao ganho reprodutivo obtido.


AUMENTO DA PRODUÇÃO DE BEZERROS.

Outro efeito reflexo da diminuição do IEP, teremos uma maior tendência de todas as vacas produzirem um bezerro ao ano, ao invés de 1 bezerro a cada ano e meio como é a média nacional. Com isso obtem-se um maior número de animais para venda ou para reposição no rebanho, levando a um progresso genético mais rápido e gerando receita a propriedade.


POSSIBILIDADE DE CONCENTRAÇÃO DE PARTOS NAS ÉPOCAS DE ENTRE-SAFRA LEITEIRA.

É possível sincronizar lotes de animais para parirem e fornecerem mais leite na época quando este produto tem melhor preço de mercado.


Pré-requisitos para utilizar IATF em rebanhos leiteiros
  • As vacas a serem sincronizadas devem ter, no mínimo, 45 dias de intervalo pós-parto.
  • As vacas devem estar em média/ boa condição corporal (2,5 ou acima, numa escala de 1 a 5).
  • As vacas não devem estar em balanço energético negativo intenso (perda de peso grave).
  • O controle sanitário deve ser rigoroso, evitando que doenças como Brucelose, Leptospirose e outras, interfiram na reprodução.
  • Antes de iniciar um protocolo de IATF, é necessário que um veterinário examine o sistema reprodutor das vacas para eliminar animais com problemas clínicos (infecções uterinas, cistos ovarianos, etc.). Evita-se desperdício de hormônios e sêmen em vacas não aptas.
  • As endometrites resultantes de retenções de placentas devem ser tratadas com aplicações de prostaglandina e antibioticoterapia (se necessário) até a resolução.
  • Vacas com cistos ovarianos podem ser tratadas com GnRH (Gestran Plus®) e 7 dias depois com PGF2a (Prolise®) observando a manifestação de cios subseqüentes. Outra possibilidade de tratamento do cisto ovariano é a realização de um programa de IATF com progesterona.
  • Sempre ao utilizar programas de IATF, dar preferência a sêmen de touros com histórico de fertilidade e oriundo de empresas idôneas, isso evita variação de resultados e queda dos índices de prenhez.



Fonte: TECNOPEC

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