segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Controle Carrapato ( Gado Leiteiro )



Uma das doenças mais importantes que afeta nossos rebanhos é a carrapatose. É doença que causa enormes prejuízos e  grande desconforto para os animais prejudicando o seu desenvolvimento e  produção. Os carrapatos além dos problemas que normalmente causam  também transmite doenças que afetam de forma drástica o animal. Estas doenças são a babesiose e a anaplasmose que fazem parte do complexo “tristeza parasitária”.
   Um grande complicador no combate aos carrapatos é que não podemos eliminá-los do rebanho pois apesar de transmitir a tristeza parasitária são eles que mantém os níveis de anticorpos contra esta doença. Os carrapatos  inoculam constantemente os agentes da tristeza parasitária nos bovinos e então estes estão sempre sendo estimulados a produzir anticorpos contra a tristeza parasitária. Por outro lado, é imperativo que nossa vigilância esteja sendo levada com seriedade pois qualquer descuido, a população de carrapatos pode aumentar de tal forma que pode levar alguns animais a morte. É comum em propriedades descontroladas que os animais estão tão afetados que começam  a emagrecer, não tem o rendimento esperado, chegam ao extremo de morrer. Uma proposta de controle é o estratégico que consiste em banhar os animais de forma a não deixar o desenvolvimento de teleóginas por um período de 120 dias. No sudeste este controle deve ser realizado na época de maior calor que coincide com a época das chuvas quando aumenta também a umidade relativa.  A partir de dezembro, começa um pico de crescimento do carrapato que deve ser combatido por banho carrapaticida. Estes banhos devem ser realizado a cada 21 dias, com um total de cinco a seis banhos. Este combate deve cobrir um período de 120 dias sem que haja desenvolvimento de teleóginas. Este banho pode ser dado por aspersão ou pour on. Se o carrapaticida utilizado tiver maior tempo residual, estes banhos podem ser mais espaçados com intervalos de 35 dias. O importante é combater os carrapatos de maneira que não permita o desenvolvimento de teleóginas.


Fonte: Embrapa CNPGL

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