quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Controle da Mastite


As mastites são altamente contagiosas, com um índice baixo de cura espontânea, sendo importantíssima a interferência no desenvolvimento da doença, pelo uso de antimicrobianos de amplo espectro - sistêmicos ou de uso local e com total eficácia contra os principais microorganismos causadores da infecção mamária.
Um processo terapêutico contra as mastites deve ser sempre acompanhado por um Médico Veterinário que tenha conhecimento de produtos específicos para cada período (como tratamentos de vacas secas e em lactação), de práticas de higiene e manejo, bem como de processos de ordenha (limpeza de salas de ordenha, equipamentos, ordenhador etc.).
A terapia mais indicada no controle das mastites é a infusão intramamária de um antibiótico, acompanhada pelo esgotamento freqüente e total do quarto infectado, podendo utilizar-se a ocitocina como coadjuvante.
O tratamento de uma mastite subclínica durante a lactação é indicado somente naqueles casos em que o produtor se sinta ameaçado de uma possível perda do mercado, devido à alta porcentagem de vacas infectadas.
Quanto à mastite subclínica, cujos sintomas e sinais não são muito aparentes, a terapia tem que ser feita de uma maneira criteriosa para redução do quadro clínico e eliminação de contaminação em outros animais.
A maneira ideal de atacar e controlar a mastite subclínica é através da correta secagem das vacas e o uso de antibióticos próprios para este período, pois eles curam e previnem as infecções entre a secagem e o parto.
Nas infecções crônicas, principalmente as causadas por Staphylococcus aureus, o uso de uma antibioticoterapia sistêmica e intramamária combinadas, aumentam as chances de um sucesso terapêutico, principalmente se esta for feita com antibióticos específicos, de largo espectro e que tenham uma duração longa, com alta biodisponibilidade sanguínea.
O importante é que a antibioticoterapia permita a eliminação de todos os microorganismos envolvidos.
Em certos casos de mastite crônica deve-se avaliar a possibilidade de eliminar o animal do plantel para que não sirva como fonte de contaminação para outros animais.
Durante o tratamento com produtos de uso intramamário deve-se tomar muito cuidado com o tamanho da cânula que será utilizada.
Cânulas de bico muito longo podem causar lesões no tecido intramamário , como as cânulas tradicionais (comprimento de 2 a 3 cm), ou quando os tratamentos convencionais, com introdução da cânula mais profundamente, resultam em uma dilatação temporária do canal do teto, muito além do diâmetro normal (que é de 0,40 a 1,63 mm).
Com esta ação mecânica traumatiza-se o canal do teto, destruindo a camada de queratina protetora.
Segundo a Dra. Elizabeth Oliveira da Costa, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, cânulas curtas ou com inserção parcial (cerca de 2 a 3 mm), quando comparadas com as cânulas tradicionais e mais longas e inserções mais profundas, reduzem em 58% a ocorrência de mastites, cujos benefícios são obtidos também em quartos tratados durante a secagem.
O procedimento terapêutico correto para vacas secasé o tratamento de todos os quartos de todas as vacas do plantel, depois da última ordenha e lactação, sendo uma medida muito segura na prevenção das mastites, pois dispensa o uso de um diagnóstico e exames laboratoriais para detecção de uma infecção.
Os principais antimicrobianos sistêmicos e de uso local utilizados para tratamento das mastites, isoladamente ou associados com Antiinflamatórios não hormonais e hormonais, são as Benzilpenicilinas, Estreptomicinas, Bacitracina de Zinco, Tetraciclinas, Sulfas, Quinolonas e Cefalosporinas.
Para auxiliar os produotres no tratamento dos mais diversos tipos de mastites, a Intervet desenvolveu protocolos de tratamento de mastite, na qual são oferecidas várias formas de tratamento de acordo com a gravidade e tipo de mastite.

Fonte: INTERVET

0 comentários

Postar um comentário