terça-feira, 9 de novembro de 2010

Processo de produção da cana-de-açúcar



PLANTIO:

O sistema de plantio mais utilizado é o sulcamento. Os sulcos são abertos com 20 a 40 cm de profundidade, de acordo com o tipo de solo. Efetuando-se, em seguida, a distribuição e incorporação do adubo (orgânico e/ou químico) no fundo do sulco. Após esta etapa distribui-se os toletes.
As mudas inteiras, com idade de 10 a 12 meses, levadas a campo com palha devem ser despalhadas cuidadosamente, para não ferir as gemas. O plantio de cana com a palha é desaconselhável, pois a mesma não permite uma emergência uniforme da cultura, por exercer obstrução mecânica à emergência dos brotos e raízes e impedir o perfeito contato das gemas, dificultando o aproveitamento da umidade do solo.
Os toletes inteiros devem ser distribuídos uniformemente no sulco, efetuando-se a transposição das canas, chamados pé com ponta, sempre cruzando a ponta do colmo anterior com o pé do seguinte e picados. Após a distribuição, os colmos devem ser cortados no sulco, deixando-se sempre de 3 a 4 gemas em cada tolete.
Este procedimento permite maior rendimento de trabalho e evita a dominância apical. A densidade do plantio é em torno de 12 gemas por metro linear de sulco, que, dependendo da variedade e do seu desenvolvimento vegetativo, corresponde a um gasto de 7-10 toneladas por hectare. Os toletes são cobertos com uma camada de terra de 7 cm, devendo ser ligeiramente compactada.
Dependendo do tipo de solo e das condições climáticas reinantes, pode haver uma variação na espessura dessa camada. O adensamento recomendado também para terrenos íngremes, pedregosos que impossibilitam a mecanização para pequenas áreas.


CORREÇÃO DO SOLO:

1 - Calagem: a quantidade de calcário a ser aplicada na área é obtida através do método de elevação da saturação de bases(V2), admite-se que a faixa de menor risco para a cultura está entre 60%.
A época mais indicada para aplicação do calcário vai desde o último corte da cana, durante a reforma do canavial, até antes da última gradagem de preparo do terreno. Dentro desse período, quanto mais cedo executada maior será sua eficiência.
Deve-se dar preferência a calcário que contenha magnésio, principalmente quando a análise de solo indicar teor de Mg da ordem de 5 mmolc/.

2 - Adubação:para a cana de açúcar há a necessidade de considerar duas situações distintas, adubação para cana-planta e para soqueiras, sendo que, em ambas, a quantificação será determinada pela análise do solo.
Para cana-planta, o fertilizante deverá ser aplicado no fundo do sulco de plantio, após a sua abertura, ou por meio de aduboras conjugadas aos sulcadores em operação dupla.
Para soqueira, a adubação deve ser feita durante os primeiros tratos culturais, em ambos os lados da linha de cana; quando aplicada superficialmente, deve ser bem misturada com a terra ou alocada até a profundidade de 15 cm. Obs: Uso de Resíduos da Agroindústria Canavieira.
Atualmente há uma tendência em substituir a adubação química das socas pela aplicação de vinhaça, cuja quantidade por hectare esta na dependência da composição química da vinhaça e da necessidade da lavoura em nutrientes.
Os sistemas básicos de aplicação são por infiltração, por veículos e aspersão, sendo que cada sistema apresenta modificações.



CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS:

Pode ser realizado através de capina manual, cultivo mecânico ou uso de herbicidas.
O período crítico da cultura, devido à concorrência de ervas daninhas, vai da emergência aos 90 dias de idade.
O controle mais eficiente das plantas daninhas, nesse período, é o químico, através da aplicação de herbicidas em pré-emergência, logo após o plantio e em área total. Dependendo das condições de aplicação, infestação da gleba e eficiência do praguicida, há necessidade de uma ou mais capinas mecânicas e catação manual até o fechamento da lavoura. A partir dai a infestação de ervas é praticamente nula.
Outro método é a combinação de capinas mecânicas e manuais. Instalada a cultura, após o surgimento do mato, procede-se seu controle mecanicamente, com o emprego de cultivadores de disco ou de enxadas junto às entrelinhas, sendo complementado com capina manual nas linhas de plantio, evitando, assim, o assoreamento do sulco.
Essa operação é repetida quantas vezes forem necessárias; normalmente três controles são suficientes.


 COLHEITA:

A colheita inicia-se em maio e em algumas unidades sucroalcooleiras em abril, prolongando-se até novembro, período em que a planta atinge o ponto de maturação, devendo, sempre que possível, antecipar o fim da safra, por ser um período bastante chuvoso, que dificulta o transporte de matéria prima e faz cair o rendimento industrial.
O corte pode ser manual, com um rendimento médio de 5 a 6 toneladas/homem/dia, ou mecanicamente, através de colhedoras. Existem basicamente dois tipos: colhedoras para cana inteira, com rendimento operacional médio em condições normais de 20 t/hora, e colhedoras para cana picada (automotrizes), com rendimento de 15 a 20 t/hora.
Após o corte, a cana-de-açúcar deve ser transportada o mais rápido possível ao setor industrial, por meio de caminhão ou carreta tracionada por trator.


Fonte:  Portal do Agronegócio

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